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New York

26 de August de 2010 - 20:08:07

Escrever sobre New York é chover no molhado... encher páginas de clichês. New York é superlativa  e não cabe em um texto.  O que poderia caber são minhas impressões. NY é acolhedora e hostil, faz com que todos se sintam em casa ao mesmo tempo em que não é a casa de ninguém. Se eu tivesse que resumir em poucas palavras, diria que NY é contradição, dicotomia, quase (pasmem os maxistas) dialética.

Ver a Times Square às 20h é estonteante: luzes... luzes e mais luzes, imagens de tvs e fotografias que gritam por sua atenção, lojas, restaurantes, police departamet e dancins abusam do neon, leds e outras tantas maneiras de penetrar sua mente via retina. As pessoas se amontoam disputando espaço entre carros, yellows cabs, charretes e limosines de 10 metros! Na Times Square toda arte torna-se produto, e os produtos à venda são quase obras de arte.

Contudo, às 4h ou 5h da manhã Times Square mergulha em uma agitada tranquilidade. Pessoas que vivem na rua encontram entre os luminosos um lugar para um sono vigiado de perto (muito de perto mesmo) pelos centenas de guardas e policiais que fazem a ronda da madrugada. Ou seja, a Times Square é mais segura durante a madrugada e se você não se importar de ter que dividir o espaço com mendigos e seus cães ou com estudantes, artistas ou viajantes insones que, assim como eu, tinham algum prazer ao verem luzes brilharem solitariamente, pois na Times Square as pessoas vão e vêm, mas as luzes nunca se apagam, dia e noite.

Todo o sossego perdido na Times Square pode ser encontrado no Central Park, ou em qualquer uma das dezenas de áreas verdes nas quais as novaiorquinas tomam sol de biquini e muitos, mas muitos, lêem estirados no chão. Mas, como tudo em NY, pode-se sempre ter mais estilo e romantismo: eu achei meu lugar no Strawbery Fields Forever, especificamente no Imagine Memorial, um singelo mosaico em memória de John Lennon.  Um ótimo lugar para fazer umas fotos do parque, ler um livro, escrever alguma coisa e, claro, não fazer nada.

NY pulsa... por mais que eu tenha tentado me enfiar pelos guetos da cidade acredito que NY não se revela em 8 dias (nem em 80!)

NY pulsa...

 

 Abraços,

Washington Lemos

p.s: Agora eu voltei de vez!

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