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		<title>Washington Lemos - O que &#233; isso? (!)</title>
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			<title>Eis o s&#233;culo 21 - um  alcoviteiro da democracia com o cidad&#227;o</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/02/12/eis-o-seculo-21-um-alcoviteiro-da-democracia-com-o-cidadao</link>
			<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 18:20:01 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
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						<description>&lt;p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Pobres administradores p&amp;#250;blicos, prefeitos e vereadores... os escrit&amp;#243;rios submersos em pap&amp;#233;is, o ar condicionado e os sempre zelosos secret&amp;#225;rios e assessores j&amp;#225; n&amp;#227;o conseguem proteg&amp;#234;-los do cidad&amp;#227;o comum.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O s&amp;#233;culo 21, este subvertedor da ordem e dos velhos costumes, parece n&amp;#227;o respeitar as &amp;#8220;autoridades constitu&amp;#237;das&amp;#8221; e atreveu-se a conceder a qualquer cidad&amp;#227;o o desejo de querer saber o que est&amp;#225; sendo feito nos escafandrados gabinetes da cidade. E mais que isso, a cada momento novas ferramentas e m&amp;#233;todos mais f&amp;#225;ceis e &amp;#225;geis, s&amp;#227;o criados permitindo a qualquer pagador de impostos saber o que est&amp;#225; sendo feito com seu dinheiro e quem est&amp;#225; sendo proativo ou omisso em suas atribui&amp;#231;&amp;#245;es p&amp;#250;blicas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;N&amp;#227;o bastassem as p&amp;#225;ginas da internet como o da ONG Transpar&amp;#234;ncia Brasil, vieram blogs repletos de opini&amp;#245;es e com uma liberdade nunca antes desfrutada por jornais locais da cidade, depois se seguiram as redes sociais e agora tem at&amp;#233; lei obrigando que toda e qualquer informa&amp;#231;&amp;#227;o esteja dispon&amp;#237;vel aos cidad&amp;#227;os, sem necessidade de justificativas ou advogados. &amp;#201; o come&amp;#231;o do fim dos velhos coron&amp;#233;is da pol&amp;#237;tica, que criavam dificuldades burocr&amp;#225;ticas para vender as facilidades na forma de favores ou trocas de votos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;As notas curtas nos jornais, as explica&amp;#231;&amp;#245;es vazias, a presta&amp;#231;&amp;#227;o de conta de quatro em quatro anos j&amp;#225; n&amp;#227;o bastam. &amp;#201; preciso dar informa&amp;#231;&amp;#227;o on line, em tempo real. E n&amp;#227;o para por a&amp;#237;. Quando o cidad&amp;#227;o sai da zona de conforto, seja dando likes no Facebook ou organizando passeata pelo twitter, ele come&amp;#231;a a pensar que sua participa&amp;#231;&amp;#227;o pode ir al&amp;#233;m do fato de escolher um sorriso nas urnas a cada elei&amp;#231;&amp;#227;o. Ele, o cidad&amp;#227;o, quer que suas opini&amp;#245;es sejam ouvidas quando h&amp;#225; um projeto relevante para sua cidade ou quando a prefeitura assume um compromisso. Afinal, se organizados em redes, a mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o dos &amp;#8220;cibercidad&amp;#227;os&amp;#8221; envolve centenas, ou milhares de pessoas. Ora, isso &amp;#233; mais que qualquer associa&amp;#231;&amp;#227;o de moradores, sindicatos de trabalhadores ou partidos pol&amp;#237;ticos conseguem reunir.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Esta nova forma de fazer pol&amp;#237;tica faz simultaneamente duas coisas antag&amp;#244;nicas. Ao mesmo tempo em que fortalece a pol&amp;#237;tica representativa dando ao eleitor cidad&amp;#227;o acesso detalhado &amp;#224; vida e propostas dos candidatos e pol&amp;#237;ticos, ela tamb&amp;#233;m torna a democracia cada vem mais direta, permitindo &amp;#224;s pessoas manifestarem-se livremente sem intermedi&amp;#225;rios entre elas e o poder p&amp;#250;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O futuro j&amp;#225; chegou. &amp;#201; quest&amp;#227;o de tempo para que todos os custos, a&amp;#231;&amp;#245;es, inten&amp;#231;&amp;#245;es do governo estejam na internet, para serem consultados e criticados a qualquer instante, seja a agenda do prefeito, os patrocinadores da campanha, com quem e onde o prefeito e vereadores andam, quais s&amp;#227;o as propostas que est&amp;#227;o paradas em suas gavetas e quais as que est&amp;#227;o sendo discutidas silenciosamente. Cada vez mais, cada cidad&amp;#227;o ser&amp;#225; um auditor em potencial do poder p&amp;#250;blico. Quem n&amp;#227;o entender isso vai ser colocado para fora do jogo pol&amp;#237;tico ou &amp;#8220;ser pego com a boca na botija&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O futuro j&amp;#225; chegou, s&amp;#243; falta fazermos o passado sair da sala.'&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Abra&amp;#231;os&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Washington Lemos&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/02/12/eis-o-seculo-21-um-alcoviteiro-da-democracia-com-o-cidadao&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p class="MsoNormal">Pobres administradores p&#250;blicos, prefeitos e vereadores... os escrit&#243;rios submersos em pap&#233;is, o ar condicionado e os sempre zelosos secret&#225;rios e assessores j&#225; n&#227;o conseguem proteg&#234;-los do cidad&#227;o comum.</p>
<p class="MsoNormal">O s&#233;culo 21, este subvertedor da ordem e dos velhos costumes, parece n&#227;o respeitar as &#8220;autoridades constitu&#237;das&#8221; e atreveu-se a conceder a qualquer cidad&#227;o o desejo de querer saber o que est&#225; sendo feito nos escafandrados gabinetes da cidade. E mais que isso, a cada momento novas ferramentas e m&#233;todos mais f&#225;ceis e &#225;geis, s&#227;o criados permitindo a qualquer pagador de impostos saber o que est&#225; sendo feito com seu dinheiro e quem est&#225; sendo proativo ou omisso em suas atribui&#231;&#245;es p&#250;blicas.</p>
<p class="MsoNormal">N&#227;o bastassem as p&#225;ginas da internet como o da ONG Transpar&#234;ncia Brasil, vieram blogs repletos de opini&#245;es e com uma liberdade nunca antes desfrutada por jornais locais da cidade, depois se seguiram as redes sociais e agora tem at&#233; lei obrigando que toda e qualquer informa&#231;&#227;o esteja dispon&#237;vel aos cidad&#227;os, sem necessidade de justificativas ou advogados. &#201; o come&#231;o do fim dos velhos coron&#233;is da pol&#237;tica, que criavam dificuldades burocr&#225;ticas para vender as facilidades na forma de favores ou trocas de votos.</p>
<p class="MsoNormal">As notas curtas nos jornais, as explica&#231;&#245;es vazias, a presta&#231;&#227;o de conta de quatro em quatro anos j&#225; n&#227;o bastam. &#201; preciso dar informa&#231;&#227;o on line, em tempo real. E n&#227;o para por a&#237;. Quando o cidad&#227;o sai da zona de conforto, seja dando likes no Facebook ou organizando passeata pelo twitter, ele come&#231;a a pensar que sua participa&#231;&#227;o pode ir al&#233;m do fato de escolher um sorriso nas urnas a cada elei&#231;&#227;o. Ele, o cidad&#227;o, quer que suas opini&#245;es sejam ouvidas quando h&#225; um projeto relevante para sua cidade ou quando a prefeitura assume um compromisso. Afinal, se organizados em redes, a mobiliza&#231;&#227;o dos &#8220;cibercidad&#227;os&#8221; envolve centenas, ou milhares de pessoas. Ora, isso &#233; mais que qualquer associa&#231;&#227;o de moradores, sindicatos de trabalhadores ou partidos pol&#237;ticos conseguem reunir.</p>
<p class="MsoNormal">Esta nova forma de fazer pol&#237;tica faz simultaneamente duas coisas antag&#244;nicas. Ao mesmo tempo em que fortalece a pol&#237;tica representativa dando ao eleitor cidad&#227;o acesso detalhado &#224; vida e propostas dos candidatos e pol&#237;ticos, ela tamb&#233;m torna a democracia cada vem mais direta, permitindo &#224;s pessoas manifestarem-se livremente sem intermedi&#225;rios entre elas e o poder p&#250;blico.</p>
<p class="MsoNormal">O futuro j&#225; chegou. &#201; quest&#227;o de tempo para que todos os custos, a&#231;&#245;es, inten&#231;&#245;es do governo estejam na internet, para serem consultados e criticados a qualquer instante, seja a agenda do prefeito, os patrocinadores da campanha, com quem e onde o prefeito e vereadores andam, quais s&#227;o as propostas que est&#227;o paradas em suas gavetas e quais as que est&#227;o sendo discutidas silenciosamente. Cada vez mais, cada cidad&#227;o ser&#225; um auditor em potencial do poder p&#250;blico. Quem n&#227;o entender isso vai ser colocado para fora do jogo pol&#237;tico ou &#8220;ser pego com a boca na botija&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">O futuro j&#225; chegou, s&#243; falta fazermos o passado sair da sala.'</p>
<p class="MsoNormal">Abra&#231;os</p>
<p class="MsoNormal">Washington Lemos</p>
</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/02/12/eis-o-seculo-21-um-alcoviteiro-da-democracia-com-o-cidadao">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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				<item>
			<title>Superando os limites do deslocamento urbano em Resende</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/21/superando-os-limites-do-deslocamento-urbano-em-resende</link>
			<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 15:05:22 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
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						<description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Din&amp;#226;micas, buc&amp;#243;licas, virulentas, pl&amp;#225;cidas e sempre contradit&amp;#243;rias, as cidades s&amp;#227;o antes de tudo vivas. Para o desespero das administra&amp;#231;&amp;#245;es p&amp;#250;blicas e daqueles com vis&amp;#245;es romanticamente cartesianas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Se uma administra&amp;#231;&amp;#227;o fica indecisa e paralisada em torno de uma quest&amp;#227;o, a cidade n&amp;#227;o espera, a sociedade como um todo vai tomando diariamente suas decis&amp;#245;es como um organismo que luta contra uma infec&amp;#231;&amp;#227;o ou uma planta crescendo de modo lento e contorcido em busca de luz.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Exemplos &amp;#233; o que n&amp;#227;o faltam e o transporte &amp;#233; um deles.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quando o transporte p&amp;#250;blico &amp;#233; ruim e prec&amp;#225;rio, n&amp;#227;o obedecendo hor&amp;#225;rios nem n&amp;#237;veis razo&amp;#225;veis de conforto, o deslocamento &amp;#233; feito de outra forma. Ent&amp;#227;o surgem os carros particulares, que ficam &amp;#224; disposi&amp;#231;&amp;#227;o de seus donos... e lotam ruas e criam engarrafamentos que atrasam ainda mais &amp;#244;nibus, formando um c&amp;#237;rculo vicioso. Quando o tr&amp;#226;nsito n&amp;#227;o suporta mais carros, aparecem as motos furando os congestionamentos e colocando a vida de seus usu&amp;#225;rios em risco. Quem n&amp;#227;o tem dinheiro para o carro ou a moto, mas n&amp;#227;o quer ficar parado dentro dos &amp;#244;nibus, vai de bicicleta, aventurando-se entre becos do tr&amp;#226;nsito, na contram&amp;#227;o das avenidas e invadindo cal&amp;#231;adas. No meio desta bagun&amp;#231;a o pedestre tenta sobreviver, e se deslocar do modo mais seguro poss&amp;#237;vel (ou ao menos o menos perigoso). E depois de tudo isso possivelmente a administra&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#250;blica vai dizer que o problema &amp;#233; muito complexo e que precisa de mais tempo para buscar uma solu&amp;#231;&amp;#227;o... enquanto isso a cidade espera, ou melhor, n&amp;#227;o espera!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Este roteiro &amp;#233; velho conhecido, acontece invariavelmente em in&amp;#250;meras cidades e est&amp;#225; acontecendo aqui em Resende h&amp;#225; muitos anos. As mudan&amp;#231;as promovidas na atual administra&amp;#231;&amp;#227;o quebraram algumas d&amp;#233;cadas de imobilidade administrativa e constitu&amp;#237;ram um bem-vindo movimento de ousadia (recebido com entusiasmo por mim como descrito &lt;a title=&quot;Urbano Humano &amp;#8211; preciso em ambos os sentidos&quot; href=&quot;/conteudo/oqueeisso.php/2009/07/26/urbano-humano-preciso-em-ambos-os-sentidos&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;), mas elas s&amp;#243; n&amp;#227;o bastam.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Agora precisamos pensar menos em &amp;#8220;como andar mais r&amp;#225;pido de carro&amp;#8221; e mais em &amp;#8220;como proporcionar um deslocamento mais eficiente&amp;#8221; em Resende. Isso envolve medidas em diversas &amp;#225;reas, e algumas podem ser listadas quase que instantaneamente.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Dizer que &amp;#233; preciso incentivar o transporte coletivo j&amp;#225; &amp;#233; clich&amp;#234;, mas continua v&amp;#225;lido. Os grandes problemas dos &amp;#244;nibus s&amp;#227;o, nesta ordem, falta de confian&amp;#231;a no hor&amp;#225;rio, lentid&amp;#227;o e lota&amp;#231;&amp;#227;o. Para controlar os hor&amp;#225;rios, a frota de &amp;#244;nibus urbano de Resende pode ser eletronicamente controlada de modo que tenhamos dados para saber os pontos de gargalo, e quem sabe, disponibilizar a localiza&amp;#231;&amp;#227;o exata dos &amp;#244;nibus ao p&amp;#250;blico, nos principais terminais e claro na internet e celulares. Isso &amp;#233; uma medida barata e r&amp;#225;pida que precisa apenas de boas inten&amp;#231;&amp;#245;es. Qualquer empresa j&amp;#225; faz isso de modo on line com sua frota de ve&amp;#237;culos e qualquer adolescente faz isso com seus amigos em softwares como o &amp;#8220;check-in&amp;#8221; do Facebook. Simples e barato. Com &amp;#244;nibus em hor&amp;#225;rios confi&amp;#225;veis poderia ser iniciado um processo de criar ruas ou corredores exclusivos para eles, tornando-os assim mais r&amp;#225;pidos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Para aqueles que n&amp;#227;o podem esperar o hor&amp;#225;rio do &amp;#244;nibus (e n&amp;#227;o desejam ou n&amp;#227;o possuem carros) podem ser criadas outras op&amp;#231;&amp;#245;es. Uma id&amp;#233;ia j&amp;#225; velha s&amp;#227;o as ciclovias (para deslocamentos curtos) e t&amp;#225;xis para os mais longos. Vamos a eles:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;As ciclovias devem passar pelas ruas mais importantes da cidade (s&amp;#227;o os carros que devem dar maiores voltas e estacionarem mais longe) al&amp;#233;m do fato de que biciclet&amp;#225;rios devem ser espalhados pela cidade para evitar o caos de bicicletas espalhadas por toda a parte na cidade. O grande erro quando se prop&amp;#245;e ciclovias &amp;#233; pens&amp;#225;-la como instrumento de lazer. Quando se deseja que a bicicleta seja uma op&amp;#231;&amp;#227;o de transporte, a ciclovia deve atender &amp;#224;s demandas dos usu&amp;#225;rios que v&amp;#227;o fazer compras, ao banco e ao trabalho. O ciclista esportivo de final de semana n&amp;#227;o pode ser o foco do projeto da ciclovia.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quanto aos t&amp;#225;xis, eles devem ser incentivados como pen&amp;#250;ltima alternativa (a &amp;#250;ltima &amp;#233; o carro particular). Suas restri&amp;#231;&amp;#245;es em Resende s&amp;#227;o duas: pre&amp;#231;o e pouca quantidade. O pre&amp;#231;o deve ser fiscalizado em mais detalhes e buscar dar incentivos de modo que seja reduzido, como isen&amp;#231;&amp;#227;o de impostos e benef&amp;#237;cios como financiamento. A quantidade de ve&amp;#237;culos precisa ser aumentada e novos pontos em bairros populosos e mais distantes devem ser criados (bairros como Surubi, Fazenda da Barra e Cidade Alegria t&amp;#234;m pouca oferta de ve&amp;#237;culos, por exemplo).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas tudo isso s&amp;#243; tem sentido com cal&amp;#231;adas... cal&amp;#231;adas e mais cal&amp;#231;adas. Alargadas, sem buracos e adaptadas para quem tenha qualquer limita&amp;#231;&amp;#227;o de locomo&amp;#231;&amp;#227;o, como cadeirantes ou idosos. Um bom come&amp;#231;o seria reduzindo ao m&amp;#225;ximo os famosos &amp;#8220;canteiros centrais&amp;#8221; (locais urbanamente abandonados) das ruas para dar oportunidade de alargar as cal&amp;#231;adas (como exemplo as cal&amp;#231;adas da Gustavo Jardim). Afinal, o pedestre tem prioridade n&amp;#250;mero 1 na cidade, &amp;#233; ele que d&amp;#225; vida, que fiscaliza a cidade e d&amp;#225; seguran&amp;#231;a. Lembremos que s&amp;#243; &amp;#233; seguro um local onde tenha pessoas e vida urbana.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;De tudo isso, o mais importante &amp;#233; que a administra&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o pare, que os problemas sejam atacados assim que aparecerem e que tenha ousadia de pensar id&amp;#233;ias diferentes e baratas. A solu&amp;#231;&amp;#227;o nunca ser&amp;#225; uma obra car&amp;#237;ssima ou uma lei milagrosa. A solu&amp;#231;&amp;#227;o est&amp;#225; no dia-a-dia das cidades, basta olhar com aten&amp;#231;&amp;#227;o e boa vontade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Abra&amp;#231;os,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Washington Lemos&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://farm4.staticflickr.com/3565/3804916381_b855130862_o.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;268&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/21/superando-os-limites-do-deslocamento-urbano-em-resende&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Din&#226;micas, buc&#243;licas, virulentas, pl&#225;cidas e sempre contradit&#243;rias, as cidades s&#227;o antes de tudo vivas. Para o desespero das administra&#231;&#245;es p&#250;blicas e daqueles com vis&#245;es romanticamente cartesianas.</p>
<p class="MsoNormal">Se uma administra&#231;&#227;o fica indecisa e paralisada em torno de uma quest&#227;o, a cidade n&#227;o espera, a sociedade como um todo vai tomando diariamente suas decis&#245;es como um organismo que luta contra uma infec&#231;&#227;o ou uma planta crescendo de modo lento e contorcido em busca de luz.</p>
<p class="MsoNormal">Exemplos &#233; o que n&#227;o faltam e o transporte &#233; um deles.</p>
<p class="MsoNormal">Quando o transporte p&#250;blico &#233; ruim e prec&#225;rio, n&#227;o obedecendo hor&#225;rios nem n&#237;veis razo&#225;veis de conforto, o deslocamento &#233; feito de outra forma. Ent&#227;o surgem os carros particulares, que ficam &#224; disposi&#231;&#227;o de seus donos... e lotam ruas e criam engarrafamentos que atrasam ainda mais &#244;nibus, formando um c&#237;rculo vicioso. Quando o tr&#226;nsito n&#227;o suporta mais carros, aparecem as motos furando os congestionamentos e colocando a vida de seus usu&#225;rios em risco. Quem n&#227;o tem dinheiro para o carro ou a moto, mas n&#227;o quer ficar parado dentro dos &#244;nibus, vai de bicicleta, aventurando-se entre becos do tr&#226;nsito, na contram&#227;o das avenidas e invadindo cal&#231;adas. No meio desta bagun&#231;a o pedestre tenta sobreviver, e se deslocar do modo mais seguro poss&#237;vel (ou ao menos o menos perigoso). E depois de tudo isso possivelmente a administra&#231;&#227;o p&#250;blica vai dizer que o problema &#233; muito complexo e que precisa de mais tempo para buscar uma solu&#231;&#227;o... enquanto isso a cidade espera, ou melhor, n&#227;o espera!</p>
<p class="MsoNormal">Este roteiro &#233; velho conhecido, acontece invariavelmente em in&#250;meras cidades e est&#225; acontecendo aqui em Resende h&#225; muitos anos. As mudan&#231;as promovidas na atual administra&#231;&#227;o quebraram algumas d&#233;cadas de imobilidade administrativa e constitu&#237;ram um bem-vindo movimento de ousadia (recebido com entusiasmo por mim como descrito <a title="Urbano Humano &#8211; preciso em ambos os sentidos" href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2009/07/26/urbano-humano-preciso-em-ambos-os-sentidos" target="_blank">aqui</a>), mas elas s&#243; n&#227;o bastam.</p>
<p class="MsoNormal">Agora precisamos pensar menos em &#8220;como andar mais r&#225;pido de carro&#8221; e mais em &#8220;como proporcionar um deslocamento mais eficiente&#8221; em Resende. Isso envolve medidas em diversas &#225;reas, e algumas podem ser listadas quase que instantaneamente.</p>
<p class="MsoNormal">Dizer que &#233; preciso incentivar o transporte coletivo j&#225; &#233; clich&#234;, mas continua v&#225;lido. Os grandes problemas dos &#244;nibus s&#227;o, nesta ordem, falta de confian&#231;a no hor&#225;rio, lentid&#227;o e lota&#231;&#227;o. Para controlar os hor&#225;rios, a frota de &#244;nibus urbano de Resende pode ser eletronicamente controlada de modo que tenhamos dados para saber os pontos de gargalo, e quem sabe, disponibilizar a localiza&#231;&#227;o exata dos &#244;nibus ao p&#250;blico, nos principais terminais e claro na internet e celulares. Isso &#233; uma medida barata e r&#225;pida que precisa apenas de boas inten&#231;&#245;es. Qualquer empresa j&#225; faz isso de modo on line com sua frota de ve&#237;culos e qualquer adolescente faz isso com seus amigos em softwares como o &#8220;check-in&#8221; do Facebook. Simples e barato. Com &#244;nibus em hor&#225;rios confi&#225;veis poderia ser iniciado um processo de criar ruas ou corredores exclusivos para eles, tornando-os assim mais r&#225;pidos.</p>
<p class="MsoNormal">Para aqueles que n&#227;o podem esperar o hor&#225;rio do &#244;nibus (e n&#227;o desejam ou n&#227;o possuem carros) podem ser criadas outras op&#231;&#245;es. Uma id&#233;ia j&#225; velha s&#227;o as ciclovias (para deslocamentos curtos) e t&#225;xis para os mais longos. Vamos a eles:</p>
<p class="MsoNormal">As ciclovias devem passar pelas ruas mais importantes da cidade (s&#227;o os carros que devem dar maiores voltas e estacionarem mais longe) al&#233;m do fato de que biciclet&#225;rios devem ser espalhados pela cidade para evitar o caos de bicicletas espalhadas por toda a parte na cidade. O grande erro quando se prop&#245;e ciclovias &#233; pens&#225;-la como instrumento de lazer. Quando se deseja que a bicicleta seja uma op&#231;&#227;o de transporte, a ciclovia deve atender &#224;s demandas dos usu&#225;rios que v&#227;o fazer compras, ao banco e ao trabalho. O ciclista esportivo de final de semana n&#227;o pode ser o foco do projeto da ciclovia.</p>
<p class="MsoNormal">Quanto aos t&#225;xis, eles devem ser incentivados como pen&#250;ltima alternativa (a &#250;ltima &#233; o carro particular). Suas restri&#231;&#245;es em Resende s&#227;o duas: pre&#231;o e pouca quantidade. O pre&#231;o deve ser fiscalizado em mais detalhes e buscar dar incentivos de modo que seja reduzido, como isen&#231;&#227;o de impostos e benef&#237;cios como financiamento. A quantidade de ve&#237;culos precisa ser aumentada e novos pontos em bairros populosos e mais distantes devem ser criados (bairros como Surubi, Fazenda da Barra e Cidade Alegria t&#234;m pouca oferta de ve&#237;culos, por exemplo).</p>
<p class="MsoNormal">Mas tudo isso s&#243; tem sentido com cal&#231;adas... cal&#231;adas e mais cal&#231;adas. Alargadas, sem buracos e adaptadas para quem tenha qualquer limita&#231;&#227;o de locomo&#231;&#227;o, como cadeirantes ou idosos. Um bom come&#231;o seria reduzindo ao m&#225;ximo os famosos &#8220;canteiros centrais&#8221; (locais urbanamente abandonados) das ruas para dar oportunidade de alargar as cal&#231;adas (como exemplo as cal&#231;adas da Gustavo Jardim). Afinal, o pedestre tem prioridade n&#250;mero 1 na cidade, &#233; ele que d&#225; vida, que fiscaliza a cidade e d&#225; seguran&#231;a. Lembremos que s&#243; &#233; seguro um local onde tenha pessoas e vida urbana.</p>
<p class="MsoNormal">De tudo isso, o mais importante &#233; que a administra&#231;&#227;o n&#227;o pare, que os problemas sejam atacados assim que aparecerem e que tenha ousadia de pensar id&#233;ias diferentes e baratas. A solu&#231;&#227;o nunca ser&#225; uma obra car&#237;ssima ou uma lei milagrosa. A solu&#231;&#227;o est&#225; no dia-a-dia das cidades, basta olhar com aten&#231;&#227;o e boa vontade.</p>
<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Abra&#231;os,</p>
<p class="MsoNormal">Washington Lemos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://farm4.staticflickr.com/3565/3804916381_b855130862_o.jpg" alt="" width="400" height="268" /></p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/21/superando-os-limites-do-deslocamento-urbano-em-resende">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/21/superando-os-limites-do-deslocamento-urbano-em-resende#comments</comments>
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		</item>
				<item>
			<title>Uma passarela, o s&#233;culo 21 e o Facebook</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/07/uma-passarela-o-seculo-21-e-o-facebook</link>
			<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 14:28:19 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
			<category domain="main">Background</category>			<guid isPermaLink="false">98@http://washingtonlemos.com.br/conteudo/</guid>
						<description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Pensar incomoda como andar na chuva.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; &quot;&gt;Houve um tempo em que uma prefeitura poderia simplesmente planejar e construir uma passarela em qualquer lugar da cidade e chamar a sociedade apenas para a inaugura&amp;#231;&amp;#227;o. Mas este tempo acabou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Postar, compartilhar, curtir, criticar, opinar... tudo t&amp;#227;o simples, t&amp;#227;o r&amp;#225;pido e f&amp;#225;cil. Em poucos toques qualquer pessoa pode se manifestar, mostrar seu ponto de vista e se fazer ouvir (ou ser lido!) por cidad&amp;#227;os, colegas, administradores p&amp;#250;blicos, imprensa e formadores de opini&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Os grupos de discuss&amp;#227;o sobre Resende na web se multiplicam, se somam e se balanceiam obedecendo &amp;#224; din&amp;#226;mica das redes, baseada no pluralismo e na liberdade. Considerando apenas um destes grupos, s&amp;#227;o mais de 500 pessoas debatendo a cidade, fazendo propostas, cr&amp;#237;ticas e sugest&amp;#245;es (mais do que muitos sindicatos ditos s&amp;#233;rios e grandes!).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas a vida inteligente na internet vai muito al&amp;#233;m dos grupos e nas pr&amp;#243;prias &lt;em&gt;timelines&lt;/em&gt; do Facebook e twitter o que n&amp;#227;o faltam s&amp;#227;o opini&amp;#245;es e impress&amp;#245;es sobre a cidade, seus problemas e seus rumos. Todas as pessoas, mesmo aquelas que tem convic&amp;#231;&amp;#227;o de que n&amp;#227;o gostam de pol&amp;#237;tica, est&amp;#227;o assumindo um papel de proatividade (consciente ou n&amp;#227;o) pol&amp;#237;tica surpreendente!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Dif&amp;#237;cil n&amp;#227;o se empolgar, e mais... dif&amp;#237;cil &amp;#233; n&amp;#227;o perceber que a din&amp;#226;mica pol&amp;#237;tica-administrativa do grupo que administra a cidade ou vai acompanhar a mudan&amp;#231;a da sociedade ou ser mudado pela mudan&amp;#231;a!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A forma de fazer pol&amp;#237;tica (no bom sentido, atentem!) p&amp;#250;blica e administrar uma cidade n&amp;#227;o pode mais ser visto como uma fun&amp;#231;&amp;#227;o solit&amp;#225;ria, que &amp;#233; delegada nas elei&amp;#231;&amp;#245;es e cuja presta&amp;#231;&amp;#227;o de conta deve ser feita apenas de 4 em 4 anos. A nova din&amp;#226;mica exige a constante, di&amp;#225;ria e quase instant&amp;#226;nea presta&amp;#231;&amp;#227;o de contas &amp;#224; sociedade, explicando aquilo que est&amp;#225; sendo feito, o que ser&amp;#225; feito e principalmente o que n&amp;#227;o est&amp;#225; sendo feito!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A tarefa &amp;#233; &amp;#225;rdua para os administradores, acostumados ao sil&amp;#234;ncio dos escrit&amp;#243;rios e &amp;#224; disponibilidade para negocia&amp;#231;&amp;#227;o dos partidos, sindicados, associa&amp;#231;&amp;#245;es de bairros e outras estruturas do s&amp;#233;culo passado. O cidad&amp;#227;o que se manifesta na internet est&amp;#225; quase sempre preocupado apenas com sua demanda do dia-a-dia, com seu bem estar e qualidade de vida. E por isso, estes grupos t&amp;#234;m mais legitimidade do que as demais formas de organiza&amp;#231;&amp;#227;o da sociedade (como partidos ou sindicados), pois s&amp;#227;o vivos e incapazes de serem cooptados pelo poder por meio de cargos e benef&amp;#237;cios &amp;#224;s lideran&amp;#231;as.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quem quer que deseje administrar legitimamente nestes novos tempos deve privilegiar obsessivamente a transpar&amp;#234;ncia da informa&amp;#231;&amp;#227;o, saber aceitar cr&amp;#237;ticas e dialogar com a sociedade de modo livre, sem interlocutores. Disponibilizar dados e compartilhar estudos feitos pela administra&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#250;blica s&amp;#227;o requisitos necess&amp;#225;rios para que um prefeito seja considerado bom neste novo come&amp;#231;o de s&amp;#233;culo. O s&amp;#233;culo 21 j&amp;#225; chegou e quem n&amp;#227;o perceber vai ficar falando sozinho (e perder muitas elei&amp;#231;&amp;#245;es).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;ah! Sobre a plataforma projeta aqui embaixo pode ver muitas opini&amp;#245;es (a favir e contra) no &lt;a href=&quot; http://www.facebook.com/photo.php?fbid=171445822956996&amp;amp;set=a.105192886248957.5497.100002747373538&amp;amp;type=1&amp;amp;cmntid=171449622956616&quot;&gt;facebook&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.divshare.com/img/16529921-c84.jpg&quot; alt=&quot;Passarela&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;270&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/07/uma-passarela-o-seculo-21-e-o-facebook&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p style="text-align: right;">Pensar incomoda como andar na chuva.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;">(Fernando Pessoa)</p>
<p>&#160;</p>
<p style="text-align: right; ">Houve um tempo em que uma prefeitura poderia simplesmente planejar e construir uma passarela em qualquer lugar da cidade e chamar a sociedade apenas para a inaugura&#231;&#227;o. Mas este tempo acabou.</p>
<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Postar, compartilhar, curtir, criticar, opinar... tudo t&#227;o simples, t&#227;o r&#225;pido e f&#225;cil. Em poucos toques qualquer pessoa pode se manifestar, mostrar seu ponto de vista e se fazer ouvir (ou ser lido!) por cidad&#227;os, colegas, administradores p&#250;blicos, imprensa e formadores de opini&#227;o.</p>
<p class="MsoNormal">Os grupos de discuss&#227;o sobre Resende na web se multiplicam, se somam e se balanceiam obedecendo &#224; din&#226;mica das redes, baseada no pluralismo e na liberdade. Considerando apenas um destes grupos, s&#227;o mais de 500 pessoas debatendo a cidade, fazendo propostas, cr&#237;ticas e sugest&#245;es (mais do que muitos sindicatos ditos s&#233;rios e grandes!).</p>
<p class="MsoNormal">Mas a vida inteligente na internet vai muito al&#233;m dos grupos e nas pr&#243;prias <em>timelines</em> do Facebook e twitter o que n&#227;o faltam s&#227;o opini&#245;es e impress&#245;es sobre a cidade, seus problemas e seus rumos. Todas as pessoas, mesmo aquelas que tem convic&#231;&#227;o de que n&#227;o gostam de pol&#237;tica, est&#227;o assumindo um papel de proatividade (consciente ou n&#227;o) pol&#237;tica surpreendente!</p>
<p class="MsoNormal">Dif&#237;cil n&#227;o se empolgar, e mais... dif&#237;cil &#233; n&#227;o perceber que a din&#226;mica pol&#237;tica-administrativa do grupo que administra a cidade ou vai acompanhar a mudan&#231;a da sociedade ou ser mudado pela mudan&#231;a!</p>
<p class="MsoNormal">A forma de fazer pol&#237;tica (no bom sentido, atentem!) p&#250;blica e administrar uma cidade n&#227;o pode mais ser visto como uma fun&#231;&#227;o solit&#225;ria, que &#233; delegada nas elei&#231;&#245;es e cuja presta&#231;&#227;o de conta deve ser feita apenas de 4 em 4 anos. A nova din&#226;mica exige a constante, di&#225;ria e quase instant&#226;nea presta&#231;&#227;o de contas &#224; sociedade, explicando aquilo que est&#225; sendo feito, o que ser&#225; feito e principalmente o que n&#227;o est&#225; sendo feito!</p>
<p class="MsoNormal">A tarefa &#233; &#225;rdua para os administradores, acostumados ao sil&#234;ncio dos escrit&#243;rios e &#224; disponibilidade para negocia&#231;&#227;o dos partidos, sindicados, associa&#231;&#245;es de bairros e outras estruturas do s&#233;culo passado. O cidad&#227;o que se manifesta na internet est&#225; quase sempre preocupado apenas com sua demanda do dia-a-dia, com seu bem estar e qualidade de vida. E por isso, estes grupos t&#234;m mais legitimidade do que as demais formas de organiza&#231;&#227;o da sociedade (como partidos ou sindicados), pois s&#227;o vivos e incapazes de serem cooptados pelo poder por meio de cargos e benef&#237;cios &#224;s lideran&#231;as.</p>
<p class="MsoNormal">Quem quer que deseje administrar legitimamente nestes novos tempos deve privilegiar obsessivamente a transpar&#234;ncia da informa&#231;&#227;o, saber aceitar cr&#237;ticas e dialogar com a sociedade de modo livre, sem interlocutores. Disponibilizar dados e compartilhar estudos feitos pela administra&#231;&#227;o p&#250;blica s&#227;o requisitos necess&#225;rios para que um prefeito seja considerado bom neste novo come&#231;o de s&#233;culo. O s&#233;culo 21 j&#225; chegou e quem n&#227;o perceber vai ficar falando sozinho (e perder muitas elei&#231;&#245;es).</p>
<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">ah! Sobre a plataforma projeta aqui embaixo pode ver muitas opini&#245;es (a favir e contra) no <a href="http://washingtonlemos.com.br http://www.facebook.com/photo.php?fbid=171445822956996&amp;set=a.105192886248957.5497.100002747373538&amp;type=1&amp;cmntid=171449622956616">facebook</a></p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://www.divshare.com/img/16529921-c84.jpg" alt="Passarela" width="480" height="270" /></p>
<p>&#160;</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2012/01/07/uma-passarela-o-seculo-21-e-o-facebook">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Um mundo velhinho de presente para voc&#234;...</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/12/24/um-mundo-velhinho-de-presente-para-voce</link>
			<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 13:14:48 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
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						<description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Hoje me perguntaram se eu queria um mundo novo de Natal ao que prontamente respondi: SIM! Depois, pensando com calma coloquei minhas barbas de molho. N&amp;#227;o, n&amp;#227;o quero n&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Um mundo novinho &amp;#233; tentador. Imaginem um no qual possamos evitar as invas&amp;#245;es b&amp;#225;rbaras, o imp&amp;#233;rio romano, a Idade das Trevas, a Inquisi&amp;#231;&amp;#227;o, as duas grandes guerras do s&amp;#233;culo XX, St&amp;#225;lin, Hitler, Fidel, Castelo Branco e cia. Seria realmente um bel&amp;#237;ssimo mundo! Um mundo sem a eterna vergonha de termos escravizado seres humanos como n&amp;#243;s, sem tr&amp;#225;fico negreiro, &lt;em&gt;apartheid&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Jihad&lt;/em&gt;. Seria um mundo no qual n&amp;#227;o ter&amp;#237;amos assassinados nossos rios, nossas florestas, onde o ar n&amp;#227;o tivesse envenenado ou tantas esp&amp;#233;cies eliminadas do planeta devido &amp;#224;s a&amp;#231;&amp;#245;es humanas!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mas tamb&amp;#233;m, um mundo novo seria um mundo sem Newton, no qual a natureza representaria manifesta&amp;#231;&amp;#245;es metaf&amp;#237;sicas de deuses e fantasmas a nos rodear. Um mundo sem Galileu, parado, est&amp;#225;tico no universo. Um mundo sem a d&amp;#250;vida de S&amp;#243;crates, sem os tons de Michelangelo e o amarelo de Van Gogh. Seria um mundo no qual morrer&amp;#237;amos ainda de tifo, sarampo e coqueluche, onde esquizofrenia seria visto como possess&amp;#227;o demon&amp;#237;aca.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ou seja, desejar um mundo novo &amp;#233; negar todos nossos erros e acertos at&amp;#233; aqui, &amp;#233; jogar no lixo nossos 200.000 anos de trajet&amp;#243;ria sobre este planeta. &amp;#201; dizer que o esfor&amp;#231;o de cada indiv&amp;#237;duo que passou por aqui n&amp;#227;o valeu nada, que os her&amp;#243;is, muitos an&amp;#244;nimos outros n&amp;#227;o, lutaram por uma causa perdida chamada humanidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;N&amp;#227;o... por tudo isso n&amp;#227;o quero um mundo novo de natal n&amp;#227;o. Prefiro continuar neste aqui, tentando arrumar o que est&amp;#225; errado e conservar aquilo do qual nos orgulhamos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Quero apenas coragem, paci&amp;#234;ncia e muita vontade para ir trombando com os problemas e encontrando as solu&amp;#231;&amp;#245;es. Quero, ao &amp;#8220;passar o bast&amp;#227;o&amp;#8221; para as pr&amp;#243;ximas gera&amp;#231;&amp;#245;es, entregar um mundinho usado, por&amp;#233;m minimamente melhorado, reformulado, mas o mesmo velho mundo de sempre. &amp;#160;A&amp;#237;, l&amp;#225; no natal de 2050 nossos netos v&amp;#227;o precisar fazer a mesma escolha: Negar o mundo que n&amp;#243;s ajudamos a construir hoje ou aceit&amp;#225;-lo com suas limita&amp;#231;&amp;#245;es e tentar melhor&amp;#225;-lo? Mas esta ser&amp;#225; a decis&amp;#227;o deles, a minha j&amp;#225; fiz.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Feliz natal para todos!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Abra&amp;#231;os!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;img style=&quot;vertical-align: middle;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/16449422-153.jpg&quot; alt=&quot;Van&quot; width=&quot;490&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eis o amarelo de&amp;#160;van gogh...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/12/24/um-mundo-velhinho-de-presente-para-voce&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Hoje me perguntaram se eu queria um mundo novo de Natal ao que prontamente respondi: SIM! Depois, pensando com calma coloquei minhas barbas de molho. N&#227;o, n&#227;o quero n&#227;o.</p>
<p class="MsoNormal">Um mundo novinho &#233; tentador. Imaginem um no qual possamos evitar as invas&#245;es b&#225;rbaras, o imp&#233;rio romano, a Idade das Trevas, a Inquisi&#231;&#227;o, as duas grandes guerras do s&#233;culo XX, St&#225;lin, Hitler, Fidel, Castelo Branco e cia. Seria realmente um bel&#237;ssimo mundo! Um mundo sem a eterna vergonha de termos escravizado seres humanos como n&#243;s, sem tr&#225;fico negreiro, <em>apartheid</em> ou <em>Jihad</em>. Seria um mundo no qual n&#227;o ter&#237;amos assassinados nossos rios, nossas florestas, onde o ar n&#227;o tivesse envenenado ou tantas esp&#233;cies eliminadas do planeta devido &#224;s a&#231;&#245;es humanas!</p>
<p class="MsoNormal">Mas tamb&#233;m, um mundo novo seria um mundo sem Newton, no qual a natureza representaria manifesta&#231;&#245;es metaf&#237;sicas de deuses e fantasmas a nos rodear. Um mundo sem Galileu, parado, est&#225;tico no universo. Um mundo sem a d&#250;vida de S&#243;crates, sem os tons de Michelangelo e o amarelo de Van Gogh. Seria um mundo no qual morrer&#237;amos ainda de tifo, sarampo e coqueluche, onde esquizofrenia seria visto como possess&#227;o demon&#237;aca.</p>
<p class="MsoNormal">Ou seja, desejar um mundo novo &#233; negar todos nossos erros e acertos at&#233; aqui, &#233; jogar no lixo nossos 200.000 anos de trajet&#243;ria sobre este planeta. &#201; dizer que o esfor&#231;o de cada indiv&#237;duo que passou por aqui n&#227;o valeu nada, que os her&#243;is, muitos an&#244;nimos outros n&#227;o, lutaram por uma causa perdida chamada humanidade.</p>
<p class="MsoNormal">N&#227;o... por tudo isso n&#227;o quero um mundo novo de natal n&#227;o. Prefiro continuar neste aqui, tentando arrumar o que est&#225; errado e conservar aquilo do qual nos orgulhamos.</p>
<p class="MsoNormal">Quero apenas coragem, paci&#234;ncia e muita vontade para ir trombando com os problemas e encontrando as solu&#231;&#245;es. Quero, ao &#8220;passar o bast&#227;o&#8221; para as pr&#243;ximas gera&#231;&#245;es, entregar um mundinho usado, por&#233;m minimamente melhorado, reformulado, mas o mesmo velho mundo de sempre. &#160;A&#237;, l&#225; no natal de 2050 nossos netos v&#227;o precisar fazer a mesma escolha: Negar o mundo que n&#243;s ajudamos a construir hoje ou aceit&#225;-lo com suas limita&#231;&#245;es e tentar melhor&#225;-lo? Mas esta ser&#225; a decis&#227;o deles, a minha j&#225; fiz.</p>
<p class="MsoNormal">Feliz natal para todos!</p>
<p class="MsoNormal">Abra&#231;os!</p>
<p class="MsoNormal"><img style="vertical-align: middle;" src="http://www.divshare.com/img/16449422-153.jpg" alt="Van" width="490" height="337" /></p>
<p class="MsoNormal">Eis o amarelo de&#160;van gogh...</p>
<p>&#160;</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/12/24/um-mundo-velhinho-de-presente-para-voce">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/12/24/um-mundo-velhinho-de-presente-para-voce#comments</comments>
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		</item>
				<item>
			<title>Acessibilidade: uma quest&#227;o de honra (e dignidade)</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/08/21/acessibilidade-uma-questao-de-honra-e-dignidade</link>
			<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 01:43:47 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
			<category domain="main">Background</category>			<guid isPermaLink="false">96@http://washingtonlemos.com.br/conteudo/</guid>
						<description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;As mudan&amp;#231;as no tr&amp;#226;nsito e a tentativa de corrigir o caos urbano de Resende merecem mais que aplausos. Quando a prefeitura anunciou aquilo que chamou de&lt;a title=&quot;Urbano Humano &amp;#8211; preciso em ambos os sentidos&quot; href=&quot;/conteudo/oqueeisso.php/2009/07/26/urbano-humano-preciso-em-ambos-os-sentidos&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt; Urbano Humano&lt;/a&gt; fui um grande entusiasta, pois se h&amp;#225; algo que n&amp;#227;o contribui para melhorar a vida das pessoas &amp;#233; a in&amp;#233;rcia, logo, toda a&amp;#231;&amp;#227;o pensada &amp;#233; bem-vinda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;O projeto inicial do Urbano Humano mudou muito no tortuoso trajeto entre pranchetas e ruas. Inicialmente focou o tr&amp;#226;nsito para em seguida fazer algumas obras de urbanismo. No in&amp;#237;cio, ao comentar sobre o estado das cal&amp;#231;adas e demais equipamentos urbanos para pedestres, ouvi que devia esperar, pois os acertos seriam feitos ap&amp;#243;s o quebra-quebra das corre&amp;#231;&amp;#245;es necess&amp;#225;rias para a mudan&amp;#231;a do tr&amp;#226;nsito. Compreendi e entendi. Mas, passados mais de 18 meses das modifica&amp;#231;&amp;#245;es iniciais, &amp;#233; mais que urgente entender qual &amp;#233; a filosofia por tr&amp;#225;s das mudan&amp;#231;as, pois alguma coisa est&amp;#225; errada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Para os carros o avan&amp;#231;o &amp;#233; not&amp;#225;vel, as ruas (ao menos as do centro) est&amp;#227;o com bom asfalto e o tr&amp;#226;nsito flui. Bingo (e parab&amp;#233;ns). &amp;#201; s&amp;#243; nisso que pensam os motoristas (ao menos quando est&amp;#227;o motoristas). Todos eles devem estar felizes, ao menos quando est&amp;#227;o atr&amp;#225;s do volante, pois basta deixar o carro e dar uma caminhada por Resende que os problemas aparecem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Nada &amp;#233; mais importante, nem tr&amp;#226;nsito, nem carros, nem ind&amp;#250;strias, nem asfalto, do que qualidade de vida. E para se ter qualidade de vida &amp;#233; fundamental ter dignidade, cidadania, ser capaz de escolher o que fazer e quando fazer. Para tudo isso a palavra no centro da engrenagem &amp;#233; &lt;strong&gt;acessibilidade&lt;/strong&gt;. Imagine n&amp;#227;o poder pegar um &amp;#244;nibus, ou ir ao cinema, ou ainda mais simples: n&amp;#227;o conseguir atravessar uma rua!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;H&amp;#225; alguns dias caminhei desde a Graal at&amp;#233; o Centro Hist&amp;#243;rico de Resende e o que vi me deixou muito consternado. Imposs&amp;#237;vel a qualquer pessoa que tenha dificuldades ou algum tipo de limita&amp;#231;&amp;#227;o de movimentos se deslocar com &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;seguran&amp;#231;a e autonomia&lt;/span&gt; por um trecho m&amp;#237;nimo. N&amp;#227;o &amp;#233; poss&amp;#237;vel a um cadeirante, a uma m&amp;#227;e com carrinho de beb&amp;#234; ou a um idoso mover-se com tranq&amp;#252;ilidade e sem correr risco de atropelamento mesmo que seja apenas entre duas esquinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Vejam as fotos e atentem na aus&amp;#234;ncia de rampas adequadas, no cal&amp;#231;amento que suporte cadeiras de rodas ou bengalas. Aprimeira foto liga um gramado a outro, um tipo de piso inc&amp;#244;modo at&amp;#233; para quem n&amp;#227;o tem dificuldades de locomo&amp;#231;&amp;#227;o, imaginem para quem anda sobre rodas! Na segunda foto, uma longa faixa de pedestres liga a ponte sem rampas a um gramado tamb&amp;#233;m sem acesso por rampa. A terceira foto possui 2 obst&amp;#225;culos: um canteiro central e um buraco no acostamento (a pista de rolagem de carro est&amp;#225; &amp;#243;tima!). A quarta foto parece piada, uma linda rampa conduz o cadeirante at&amp;#233; um canteiro de grama, sem rampa e com um poste na frente da faixa! A quinta foto &amp;#233; em frente ao Resende Shopping e n&amp;#227;o possui rampa. A Sexta foto mostra o nov&amp;#237;ssimo canteiro colocado em frente &amp;#224; antiga rodovi&amp;#225;ria, cuja &amp;#250;nica fun&amp;#231;&amp;#227;o parece ser impedir o deslocamento de um cadeirante de um lado para outro da movimentad&amp;#237;ssima avenida. E a s&amp;#233;tima foto indica que no recente e bel&amp;#237;ssimo cal&amp;#231;ad&amp;#227;o da Nova Resende, pr&amp;#243;ximo &amp;#224; vaga de cadeirante n&amp;#227;o h&amp;#225; qualquer rampa ou outro tipo de acesso, ou seja, cadeirante n&amp;#227;o consegue desfrutar sozinho da bela obra!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577230-868.JPG&quot; alt=&quot;NOME&quot; width=&quot;149&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577251-74b.JPG&quot; alt=&quot;Foto2&quot; width=&quot;149&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577267-8cb.JPG&quot; alt=&quot;Foto3&quot; width=&quot;149&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 10px; border: 10px solid black;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577276-c6e.JPG&quot; alt=&quot;Foto4&quot; width=&quot;149&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;img style=&quot;margin: 10px; border: 10px solid black;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577296-0ed.JPG&quot; alt=&quot;foto6&quot; width=&quot;149&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577301-7c3.JPG&quot; alt=&quot;foto7&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;149&quot; /&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/midsize/15577284-352.JPG&quot; alt=&quot;Foto5&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;149&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eu fotografei apenas obras que entendo estarem acabadas, ou seja, por alguma raz&amp;#227;o desconhecida os respons&amp;#225;veis pelos projetos e obras deram como conclu&amp;#237;das constru&amp;#231;&amp;#245;es &lt;strong&gt;ilegais&lt;/strong&gt;! A palavra parece pesada mas &amp;#233; a correta. A lei &lt;a href=&quot;http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=43&quot;&gt;5296&lt;/a&gt; de 2 de dezembro de 2004&amp;#160; &amp;#233; clara em seus termos:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;Art. 11. A constru&amp;#231;&amp;#227;o, reforma ou amplia&amp;#231;&amp;#227;o de edifica&amp;#231;&amp;#245;es de uso p&amp;#250;blico ou coletivo, ou a mudan&amp;#231;a de destina&amp;#231;&amp;#227;o para estes tipos de edifica&amp;#231;&amp;#227;o, dever&amp;#227;o ser executadas de modo que sejam ou se tornem acess&amp;#237;veis &amp;#224; pessoa portadora de defici&amp;#234;ncia ou com mobilidade reduzida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;Art. 12. Em qualquer interven&amp;#231;&amp;#227;o nas vias e logradouros p&amp;#250;blicos, o Poder P&amp;#250;blico e as empresas concession&amp;#225;rias respons&amp;#225;veis pela execu&amp;#231;&amp;#227;o das obras e dos servi&amp;#231;os garantir&amp;#227;o o livre tr&amp;#226;nsito e a circula&amp;#231;&amp;#227;o de forma segura das pessoas em geral, especialmente das pessoas portadoras de defici&amp;#234;ncia ou com mobilidade reduzida, durante e ap&amp;#243;s a sua execu&amp;#231;&amp;#227;o, de acordo com o previsto em normas t&amp;#233;cnicas [...].&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;Art. 16. As caracter&amp;#237;sticas do desenho e a instala&amp;#231;&amp;#227;o do mobili&amp;#225;rio urbano devem garantir a aproxima&amp;#231;&amp;#227;o segura e o uso por pessoa portadora de defici&amp;#234;ncia visual, mental ou auditiva, a aproxima&amp;#231;&amp;#227;o e o alcance visual e manual para as pessoas portadoras de defici&amp;#234;ncia f&amp;#237;sica, em especial aquelas em cadeira de rodas, e a circula&amp;#231;&amp;#227;o livre de barreiras, atendendo &amp;#224;s condi&amp;#231;&amp;#245;es estabelecidas nas normas t&amp;#233;cnicas [...]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;Art. 17. Os sem&amp;#225;foros para pedestres instalados nas vias p&amp;#250;blicas dever&amp;#227;o estar equipados com mecanismo que sirva de guia ou orienta&amp;#231;&amp;#227;o para a travessia de pessoa portadora de defici&amp;#234;ncia visual ou com mobilidade reduzida em todos os locais onde a intensidade do fluxo de ve&amp;#237;culos, de pessoas ou a periculosidade na via assim determinarem, bem como mediante solicita&amp;#231;&amp;#227;o dos interessados.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Se temos uma lei, bem feita e detalhada em seus termos, v&amp;#225;lida e aprovada, por que os problemas persistem? Por que novas barreiras s&amp;#227;o criadas em obras novas que deveriam ser projetadas em conformidade com o sentimento de que um lugar somente pode ser liberado para acesso quando estiver preparado para receber todas as pessoas, por mais limitadas que sejam suas capacidades de deslocamento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Bem, sinceramente n&amp;#227;o entendo, insisto, por que obras novas surgem com defeito, incapazes e completamente inapropriadas para o conv&amp;#237;vio humano. Uma cidade n&amp;#227;o pode pensar em se tornar moderna e grande (este &amp;#233; o sentimento que mais se ouve em Resende) sem pensar em seus cidad&amp;#227;os, TODOS eles!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Al&amp;#233;m disso, imagino quanto custaria para adaptar a cidade toda, corrigindo os erros do passado (de outras administra&amp;#231;&amp;#245;es inclusive, mas e da&amp;#237;? a cidade &amp;#233; nossa!). Ser&amp;#225; que dois pedreiros n&amp;#227;o conseguiriam corrigir 2 rampas por dia? Ou seja, 40 por m&amp;#234;s? Ou ainda 480 por ano? Que seriam 1.920 em 4 anos de governo!? Creio que o custo n&amp;#227;o seria muito alto! Poder&amp;#237;amos ainda colocar outros dois pedreiros arrumando cal&amp;#231;adas (sabemos que a responsabilidade &amp;#233; do propriet&amp;#225;rio, mas e da&amp;#237;? cobre dele no IPTU). Acho que mais 2 pedreiros fazendo cal&amp;#231;adas, supondo 5 metros por dia dariam mais 4km de cal&amp;#231;adas ao final do governo. N&amp;#227;o &amp;#233; o fim dos problemas mas certamente um salto absurdo de qualidade de vida que seria sentido por cada cadeirante, cada idoso e m&amp;#227;e de Resende.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&amp;#201; ainda poss&amp;#237;vel discutir uma comiss&amp;#227;o permanente de acessibilidade, fazendo com que todo projeto de obra ou reforma seja antes aprovado por este grupo t&amp;#233;cnico tal como &amp;#233; feito hoje com o meio-ambiente. O que importa &amp;#233; criar solu&amp;#231;&amp;#245;es, ousar. Resende precisa desafiar seus limites, e para fazer isso &amp;#233; fundamental expandir os limites de seus cidad&amp;#227;os, dando liberdade e dignidade. Trabalhar pela acessibilidade &amp;#233;, antes de ser uma obriga&amp;#231;&amp;#227;o pol&amp;#237;tica, um dever moral, um ato de valoriza&amp;#231;&amp;#227;o do ser humano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Conto com a seriedade dos homens que trabalham no atual governo e cito nominalmente pessoas como o Rechuan e o Tom Kneip que saber&amp;#227;o entender minhas cr&amp;#237;ticas e que como eu acreditam que podemos fazer ainda muito mais do que j&amp;#225; fizemos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;Um forte abra&amp;#231;o,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Washington Lemos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/08/21/acessibilidade-uma-questao-de-honra-e-dignidade&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><span>As mudan&#231;as no tr&#226;nsito e a tentativa de corrigir o caos urbano de Resende merecem mais que aplausos. Quando a prefeitura anunciou aquilo que chamou de<a title="Urbano Humano &#8211; preciso em ambos os sentidos" href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2009/07/26/urbano-humano-preciso-em-ambos-os-sentidos" target="_blank"> Urbano Humano</a> fui um grande entusiasta, pois se h&#225; algo que n&#227;o contribui para melhorar a vida das pessoas &#233; a in&#233;rcia, logo, toda a&#231;&#227;o pensada &#233; bem-vinda.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O projeto inicial do Urbano Humano mudou muito no tortuoso trajeto entre pranchetas e ruas. Inicialmente focou o tr&#226;nsito para em seguida fazer algumas obras de urbanismo. No in&#237;cio, ao comentar sobre o estado das cal&#231;adas e demais equipamentos urbanos para pedestres, ouvi que devia esperar, pois os acertos seriam feitos ap&#243;s o quebra-quebra das corre&#231;&#245;es necess&#225;rias para a mudan&#231;a do tr&#226;nsito. Compreendi e entendi. Mas, passados mais de 18 meses das modifica&#231;&#245;es iniciais, &#233; mais que urgente entender qual &#233; a filosofia por tr&#225;s das mudan&#231;as, pois alguma coisa est&#225; errada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Para os carros o avan&#231;o &#233; not&#225;vel, as ruas (ao menos as do centro) est&#227;o com bom asfalto e o tr&#226;nsito flui. Bingo (e parab&#233;ns). &#201; s&#243; nisso que pensam os motoristas (ao menos quando est&#227;o motoristas). Todos eles devem estar felizes, ao menos quando est&#227;o atr&#225;s do volante, pois basta deixar o carro e dar uma caminhada por Resende que os problemas aparecem.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nada &#233; mais importante, nem tr&#226;nsito, nem carros, nem ind&#250;strias, nem asfalto, do que qualidade de vida. E para se ter qualidade de vida &#233; fundamental ter dignidade, cidadania, ser capaz de escolher o que fazer e quando fazer. Para tudo isso a palavra no centro da engrenagem &#233; <strong>acessibilidade</strong>. Imagine n&#227;o poder pegar um &#244;nibus, ou ir ao cinema, ou ainda mais simples: n&#227;o conseguir atravessar uma rua!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>H&#225; alguns dias caminhei desde a Graal at&#233; o Centro Hist&#243;rico de Resende e o que vi me deixou muito consternado. Imposs&#237;vel a qualquer pessoa que tenha dificuldades ou algum tipo de limita&#231;&#227;o de movimentos se deslocar com <span style="text-decoration: underline;">seguran&#231;a e autonomia</span> por um trecho m&#237;nimo. N&#227;o &#233; poss&#237;vel a um cadeirante, a uma m&#227;e com carrinho de beb&#234; ou a um idoso mover-se com tranq&#252;ilidade e sem correr risco de atropelamento mesmo que seja apenas entre duas esquinas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Vejam as fotos e atentem na aus&#234;ncia de rampas adequadas, no cal&#231;amento que suporte cadeiras de rodas ou bengalas. Aprimeira foto liga um gramado a outro, um tipo de piso inc&#244;modo at&#233; para quem n&#227;o tem dificuldades de locomo&#231;&#227;o, imaginem para quem anda sobre rodas! Na segunda foto, uma longa faixa de pedestres liga a ponte sem rampas a um gramado tamb&#233;m sem acesso por rampa. A terceira foto possui 2 obst&#225;culos: um canteiro central e um buraco no acostamento (a pista de rolagem de carro est&#225; &#243;tima!). A quarta foto parece piada, uma linda rampa conduz o cadeirante at&#233; um canteiro de grama, sem rampa e com um poste na frente da faixa! A quinta foto &#233; em frente ao Resende Shopping e n&#227;o possui rampa. A Sexta foto mostra o nov&#237;ssimo canteiro colocado em frente &#224; antiga rodovi&#225;ria, cuja &#250;nica fun&#231;&#227;o parece ser impedir o deslocamento de um cadeirante de um lado para outro da movimentad&#237;ssima avenida. E a s&#233;tima foto indica que no recente e bel&#237;ssimo cal&#231;ad&#227;o da Nova Resende, pr&#243;ximo &#224; vaga de cadeirante n&#227;o h&#225; qualquer rampa ou outro tipo de acesso, ou seja, cadeirante n&#227;o consegue desfrutar sozinho da bela obra!</span></p>
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<p class="MsoNormal"><span><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577230-868.JPG" alt="NOME" width="149" height="200" /></span></p>
<p class="MsoNormal"><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577251-74b.JPG" alt="Foto2" width="149" height="200" /></p>
<p class="MsoNormal"><img style="border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577267-8cb.JPG" alt="Foto3" width="149" height="200" /></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><img style="margin: 10px; border: 10px solid black;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577276-c6e.JPG" alt="Foto4" width="149" height="200" /><img style="margin: 10px; border: 10px solid black;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577296-0ed.JPG" alt="foto6" width="149" height="200" /></p>
<p><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577301-7c3.JPG" alt="foto7" width="200" height="149" /><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/midsize/15577284-352.JPG" alt="Foto5" width="200" height="149" /></p>
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<p class="MsoNormal">Eu fotografei apenas obras que entendo estarem acabadas, ou seja, por alguma raz&#227;o desconhecida os respons&#225;veis pelos projetos e obras deram como conclu&#237;das constru&#231;&#245;es <strong>ilegais</strong>! A palavra parece pesada mas &#233; a correta. A lei <a href="http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=43">5296</a> de 2 de dezembro de 2004&#160; &#233; clara em seus termos:</p>
<p class="MsoNormal"><span><em><span>Art. 11. A constru&#231;&#227;o, reforma ou amplia&#231;&#227;o de edifica&#231;&#245;es de uso p&#250;blico ou coletivo, ou a mudan&#231;a de destina&#231;&#227;o para estes tipos de edifica&#231;&#227;o, dever&#227;o ser executadas de modo que sejam ou se tornem acess&#237;veis &#224; pessoa portadora de defici&#234;ncia ou com mobilidade reduzida.</span></em></span><span><em><span> </span></em></span><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><span><em><span>Art. 12. Em qualquer interven&#231;&#227;o nas vias e logradouros p&#250;blicos, o Poder P&#250;blico e as empresas concession&#225;rias respons&#225;veis pela execu&#231;&#227;o das obras e dos servi&#231;os garantir&#227;o o livre tr&#226;nsito e a circula&#231;&#227;o de forma segura das pessoas em geral, especialmente das pessoas portadoras de defici&#234;ncia ou com mobilidade reduzida, durante e ap&#243;s a sua execu&#231;&#227;o, de acordo com o previsto em normas t&#233;cnicas [...].</span></em></span><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><span><em><span>Art. 16. As caracter&#237;sticas do desenho e a instala&#231;&#227;o do mobili&#225;rio urbano devem garantir a aproxima&#231;&#227;o segura e o uso por pessoa portadora de defici&#234;ncia visual, mental ou auditiva, a aproxima&#231;&#227;o e o alcance visual e manual para as pessoas portadoras de defici&#234;ncia f&#237;sica, em especial aquelas em cadeira de rodas, e a circula&#231;&#227;o livre de barreiras, atendendo &#224;s condi&#231;&#245;es estabelecidas nas normas t&#233;cnicas [...]</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><em><span>Art. 17. Os sem&#225;foros para pedestres instalados nas vias p&#250;blicas dever&#227;o estar equipados com mecanismo que sirva de guia ou orienta&#231;&#227;o para a travessia de pessoa portadora de defici&#234;ncia visual ou com mobilidade reduzida em todos os locais onde a intensidade do fluxo de ve&#237;culos, de pessoas ou a periculosidade na via assim determinarem, bem como mediante solicita&#231;&#227;o dos interessados.</span></em></span><span><em><span> </span></em></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Se temos uma lei, bem feita e detalhada em seus termos, v&#225;lida e aprovada, por que os problemas persistem? Por que novas barreiras s&#227;o criadas em obras novas que deveriam ser projetadas em conformidade com o sentimento de que um lugar somente pode ser liberado para acesso quando estiver preparado para receber todas as pessoas, por mais limitadas que sejam suas capacidades de deslocamento?</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Bem, sinceramente n&#227;o entendo, insisto, por que obras novas surgem com defeito, incapazes e completamente inapropriadas para o conv&#237;vio humano. Uma cidade n&#227;o pode pensar em se tornar moderna e grande (este &#233; o sentimento que mais se ouve em Resende) sem pensar em seus cidad&#227;os, TODOS eles!</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Al&#233;m disso, imagino quanto custaria para adaptar a cidade toda, corrigindo os erros do passado (de outras administra&#231;&#245;es inclusive, mas e da&#237;? a cidade &#233; nossa!). Ser&#225; que dois pedreiros n&#227;o conseguiriam corrigir 2 rampas por dia? Ou seja, 40 por m&#234;s? Ou ainda 480 por ano? Que seriam 1.920 em 4 anos de governo!? Creio que o custo n&#227;o seria muito alto! Poder&#237;amos ainda colocar outros dois pedreiros arrumando cal&#231;adas (sabemos que a responsabilidade &#233; do propriet&#225;rio, mas e da&#237;? cobre dele no IPTU). Acho que mais 2 pedreiros fazendo cal&#231;adas, supondo 5 metros por dia dariam mais 4km de cal&#231;adas ao final do governo. N&#227;o &#233; o fim dos problemas mas certamente um salto absurdo de qualidade de vida que seria sentido por cada cadeirante, cada idoso e m&#227;e de Resende.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>&#201; ainda poss&#237;vel discutir uma comiss&#227;o permanente de acessibilidade, fazendo com que todo projeto de obra ou reforma seja antes aprovado por este grupo t&#233;cnico tal como &#233; feito hoje com o meio-ambiente. O que importa &#233; criar solu&#231;&#245;es, ousar. Resende precisa desafiar seus limites, e para fazer isso &#233; fundamental expandir os limites de seus cidad&#227;os, dando liberdade e dignidade. Trabalhar pela acessibilidade &#233;, antes de ser uma obriga&#231;&#227;o pol&#237;tica, um dever moral, um ato de valoriza&#231;&#227;o do ser humano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Conto com a seriedade dos homens que trabalham no atual governo e cito nominalmente pessoas como o Rechuan e o Tom Kneip que saber&#227;o entender minhas cr&#237;ticas e que como eu acreditam que podemos fazer ainda muito mais do que j&#225; fizemos!</span></span></p>
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<p class="MsoNormal"><span><br /> <!--[if !supportLineBreakNewLine]-->Um forte abra&#231;o,</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Washington Lemos</span></p>
<p>&#160;</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/08/21/acessibilidade-uma-questao-de-honra-e-dignidade">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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				<item>
			<title>As portas da percep&#231;&#227;o: Bibliotecas</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/25/as-portas-da-percepcao-bibliotecas</link>
			<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 05:35:57 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
			<category domain="main">Background</category>			<guid isPermaLink="false">95@http://washingtonlemos.com.br/conteudo/</guid>
						<description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Delft Pub&amp;#173;lic Library (Holanda)&quot; href=&quot;http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15381404-7d8.jpg&quot; alt=&quot;Holanda&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;86&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Na escola os livros de leitura obrigat&amp;#243;ria sumiram do curr&amp;#237;culo, ou foram drasticamente reduzidos. Os projetos que ensinam crian&amp;#231;as a tocar tambores feitos de lata tem mais apoio do que aqueles que trabalham com livros e leitura. As bibliotecas p&amp;#250;blicas (quando existem) possuem freq&amp;#252;entadores escassos e verbas mais escassas ainda! E o poder p&amp;#250;blico se defende. A desculpa &amp;#233; sempre a mesma: os jovens de hoje n&amp;#227;o querem ler.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Isso n&amp;#227;o &amp;#233; verdade. Este mesmo jovem &amp;#8220;iletrado&amp;#8221; do qual os professores reclamam &amp;#233; aquele que devorou as cerca de 3.000 p&amp;#225;ginas da s&amp;#233;rie de 7 livros do bruxinho Harry Potter ou as mais de 2.000 p&amp;#225;ginas de vampirismo rom&amp;#226;ntico de &lt;a href=&quot;http://www.submarino.com.br/portal/Artista/4084715/+stephenie+meyer&quot;&gt;&lt;span&gt;Stephenie Meyer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Culpar o desinteresse dos jovens pela leitura ou pelas bibliotecas &amp;#233; covardia, intelectual e pol&amp;#237;tica. Uma derrota de todos n&amp;#243;s.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ao ignorar completamente as t&amp;#237;midas iniciativas feitas pelo poder p&amp;#250;blico que tenta incentivar o &amp;#8220;h&amp;#225;bito da leitura&amp;#8221;, os jovens (e a popula&amp;#231;&amp;#227;o em geral) d&amp;#227;o um recado claro: estas iniciativas est&amp;#227;o erradas! S&amp;#227;o ineficientes e anacr&amp;#244;nicas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Um desses erros &amp;#233; colocar os livros (cl&amp;#225;ssicos, obviamente) em um altar, distantes e de dif&amp;#237;cil acesso aos potenciais leitores. Em bibliotecas&lt;img style=&quot;border: 10px solid black; float: right; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15381452-806.jpg&quot; alt=&quot;Biblioteca de Santiago&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;97&quot; /&gt; frias e escuras, esquecidas em um canto qualquer cidade. Em tons cinza. Burocr&amp;#225;ticas. Velhas. Pesadas. E quase sempre empoeiradas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#201; isso a que se resumem as bibliotecas municipais (quando existem, claro!). Ao decidir criar uma biblioteca &amp;#233; costumeiro que prefeituras n&amp;#227;o pensem muito. A regra &amp;#233; conseguir doa&amp;#231;&amp;#245;es de livros velhos, ou comprar os cl&amp;#225;ssico com verbas do MEC e colocar tudo em um local escrito &amp;#8220;biblioteca&amp;#8221; na fachada e pronto. Eles seguem um modelo cl&amp;#225;ssico de biblioteca, um modelo que tem uns... 3.000 anos!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Em pleno s&amp;#233;culo XXI alguns ainda chamam este amontoado de livros de biblioteca, eu chamo de dep&amp;#243;sito (ou cemit&amp;#233;rio, pois livros que n&amp;#227;o s&amp;#227;o lidos, s&amp;#227;o livros mortos!). Dep&amp;#243;sito de livros velhos, quase sempre ou desimportantes ou cl&amp;#225;ssicos liter&amp;#225;rios que j&amp;#225; se encontram em dom&amp;#237;nio p&amp;#250;blico e dispon&amp;#237;veis para &lt;em&gt;download&lt;/em&gt; em qualquer &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; da internet.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Parece-me &amp;#243;bvio e previs&amp;#237;vel que estes ambientes estejam cada vez mais esquecidos e abandonados. Resende, por exemplo, ficou quase dois anos sem biblioteca e quase ningu&amp;#233;m deu muita falta! As bibliotecas precisam se reinventar, precisam ser reinventadas pelo poder p&amp;#250;blico. E o poder p&amp;#250;blico precisa olhar pela janela, ver que mudamos de s&amp;#233;culo e que o que antes era bom, agora j&amp;#225; n&amp;#227;o basta. A biblioteca precisa ir para a rua... e deixar a rua vir para a biblioteca.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;As bibliotecas das quais precisamos devem tratar a leitura como entretenimento, como uma m&amp;#237;dia compat&amp;#237;vel com o v&amp;#237;deo e com o &amp;#225;udio. Devem parecer mais um parque de divers&amp;#245;es e menos uma igreja. Salas de estudos silenciosas individuais devem compartilhar espa&amp;#231;o com &amp;#225;reas de descontra&amp;#231;&amp;#227;o, para o estudo em grupo, leitura de livros da moda, revistas da semana ou peri&amp;#243;dicos do dia. &amp;#201; desnecess&amp;#225;rio dizer que uma rede de acesso gratuita &amp;#224; internet bem como computadores dispon&amp;#237;veis s&amp;#227;o imprescind&amp;#237;veis. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Delft Pub&amp;#173;lic Library (Holanda)&quot; href=&quot;http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15381392-de7.jpg&quot; border=&quot;&amp;quot;0&amp;quot;&quot; alt=&quot;Delft Public Library &quot; /&gt;&lt;/a&gt;Isso vai al&amp;#233;m de uma reforma de pr&amp;#233;dios, consiste em uma mudan&amp;#231;a de entendimento do papel da biblioteca. Se encararmos como fun&amp;#231;&amp;#227;o fundamental das bibliotecas p&amp;#250;blicas a democratiza&amp;#231;&amp;#227;o do acesso ao conhecimento, n&amp;#227;o tem sentido privar o leitor menos abastado da leitura dos livros mais vendidos no m&amp;#234;s nas principais livrarias do pa&amp;#237;s, nem fazer uma censura pr&amp;#233;via daquilo que ele deve ou n&amp;#227;o ler. A escolha &amp;#233; do leitor, a liberdade &amp;#233; individual, a biblioteca deve &amp;#8220;apenas&amp;#8221; tornar dispon&amp;#237;veis os livros, desde os cl&amp;#225;ssicos at&amp;#233; os modismos da vez. Atender as diferentes necessidades e os diversos gostos, com livros infantis, gibis, revistas, &lt;em&gt;Best Sellers&lt;/em&gt; da literatura nacional e internacional e os c&amp;#226;nones tamb&amp;#233;m. N&amp;#227;o esquecendo equipamentos e estruturas para que deficientes visuais tenham a oportunidade de ler em braile ou ouvir &amp;#225;udio &lt;em&gt;books&lt;/em&gt; (o equipamento &amp;#233; barato e toda a sociedadetem direito ao acesso!).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo&quot; href=&quot;http://bibliotecadesaopaulo.wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15381360-3b7.jpg&quot; alt=&quot;Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Bem... fica claro que a biblioteca que precisamos &amp;#233; a que todos n&amp;#243;s desejamos. Basta escutar as ruas. Basta entrar nas grandes livrarias. Ou pesquisar um pouco o que o mundo est&amp;#225; fazendo. Exemplos n&amp;#227;o faltam: &lt;a title=&quot;Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo&quot; href=&quot;http://bibliotecadesaopaulo.wordpress.com/&quot;&gt;Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo&lt;/a&gt;, &lt;a title=&quot;Biblioteca de Santiago (Chile)&quot; href=&quot;http://www.bibliotecasantiago.cl/&quot;&gt;Biblioteca de Santiago (Chile)&lt;/a&gt;, &lt;a title=&quot;Cuyahoga County Public Library (Ohaio/ EUA)&quot; href=&quot;http://www.cuyahogalibrary.org&quot;&gt;Cuyahoga County Public Library (Ohaio/ EUA)&lt;/a&gt;,&lt;a title=&quot;Delft Pub&amp;#172;lic Library &quot; href=&quot;http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html&quot;&gt; Delft Pub&amp;#173;lic Library (Holanda)&lt;/a&gt; ou &lt;a title=&quot;Turku City Library&quot; href=&quot;http://www.turku.fi/Public/Default.aspx?culture=en-US&amp;amp;contentlan=2&amp;amp;nodeid=4873&quot;&gt;Turku City Library (Finl&amp;#226;ndia)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#201; hora do poder p&amp;#250;blico assumir as responsabilidades e efetuar as mudan&amp;#231;as necess&amp;#225;rias para que as bibliotecas continuem (ou voltem) a proporcionar o acesso ao conhecimento, de um modo cada vez mais efetivo, eficiente, multim&amp;#237;dia e democr&amp;#225;tico. &amp;#201; hora de entrar no s&amp;#233;culo 21.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Abra&amp;#231;o,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Washington Lemos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a title=&quot;Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo oferece ambiente aconchegante aos visitantes&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=9mpIUbDV3zE&amp;amp;feature=channel_video_title&quot;&gt;Reportagem sobre a Biblioteca de S&amp;#227;o Paulo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a title=&quot;Biblioteca de Santiago (Chile)&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/user/wml1980?feature=mhee#p/f/0/noBtM_v-5NY&quot;&gt;Imagens de video da Biblioteca de Santiago (Chile)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a title=&quot;Biblioteca Guita e Jos&amp;#233; Mindlin ganha nova sede na USP&quot; href=&quot;http://g1.globo.com/videos/globo-news/espaco-aberto-literatura/v/biblioteca-guita-e-jose-mindlin-ganha-nova-sede-na-usp/1539807/#/Todos os v&amp;#237;deos/page/1&quot;&gt;Biblioteca em constru&amp;#231;&amp;#227;o na USP &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/25/as-portas-da-percepcao-bibliotecas&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><a title="Delft Pub&#173;lic Library (Holanda)" href="http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html"><img style="border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15381404-7d8.jpg" alt="Holanda" width="130" height="86" /></a>Na escola os livros de leitura obrigat&#243;ria sumiram do curr&#237;culo, ou foram drasticamente reduzidos. Os projetos que ensinam crian&#231;as a tocar tambores feitos de lata tem mais apoio do que aqueles que trabalham com livros e leitura. As bibliotecas p&#250;blicas (quando existem) possuem freq&#252;entadores escassos e verbas mais escassas ainda! E o poder p&#250;blico se defende. A desculpa &#233; sempre a mesma: os jovens de hoje n&#227;o querem ler.</p>
<p class="MsoNormal">Isso n&#227;o &#233; verdade. Este mesmo jovem &#8220;iletrado&#8221; do qual os professores reclamam &#233; aquele que devorou as cerca de 3.000 p&#225;ginas da s&#233;rie de 7 livros do bruxinho Harry Potter ou as mais de 2.000 p&#225;ginas de vampirismo rom&#226;ntico de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/4084715/+stephenie+meyer"><span>Stephenie Meyer</span></a>. Culpar o desinteresse dos jovens pela leitura ou pelas bibliotecas &#233; covardia, intelectual e pol&#237;tica. Uma derrota de todos n&#243;s.</p>
<p class="MsoNormal">Ao ignorar completamente as t&#237;midas iniciativas feitas pelo poder p&#250;blico que tenta incentivar o &#8220;h&#225;bito da leitura&#8221;, os jovens (e a popula&#231;&#227;o em geral) d&#227;o um recado claro: estas iniciativas est&#227;o erradas! S&#227;o ineficientes e anacr&#244;nicas.</p>
<p class="MsoNormal">Um desses erros &#233; colocar os livros (cl&#225;ssicos, obviamente) em um altar, distantes e de dif&#237;cil acesso aos potenciais leitores. Em bibliotecas<img style="border: 10px solid black; float: right; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15381452-806.jpg" alt="Biblioteca de Santiago" width="130" height="97" /> frias e escuras, esquecidas em um canto qualquer cidade. Em tons cinza. Burocr&#225;ticas. Velhas. Pesadas. E quase sempre empoeiradas.</p>
<p class="MsoNormal">&#201; isso a que se resumem as bibliotecas municipais (quando existem, claro!). Ao decidir criar uma biblioteca &#233; costumeiro que prefeituras n&#227;o pensem muito. A regra &#233; conseguir doa&#231;&#245;es de livros velhos, ou comprar os cl&#225;ssico com verbas do MEC e colocar tudo em um local escrito &#8220;biblioteca&#8221; na fachada e pronto. Eles seguem um modelo cl&#225;ssico de biblioteca, um modelo que tem uns... 3.000 anos!</p>
<p class="MsoNormal">Em pleno s&#233;culo XXI alguns ainda chamam este amontoado de livros de biblioteca, eu chamo de dep&#243;sito (ou cemit&#233;rio, pois livros que n&#227;o s&#227;o lidos, s&#227;o livros mortos!). Dep&#243;sito de livros velhos, quase sempre ou desimportantes ou cl&#225;ssicos liter&#225;rios que j&#225; se encontram em dom&#237;nio p&#250;blico e dispon&#237;veis para <em>download</em> em qualquer <em>site</em> da internet.</p>
<p class="MsoNormal">Parece-me &#243;bvio e previs&#237;vel que estes ambientes estejam cada vez mais esquecidos e abandonados. Resende, por exemplo, ficou quase dois anos sem biblioteca e quase ningu&#233;m deu muita falta! As bibliotecas precisam se reinventar, precisam ser reinventadas pelo poder p&#250;blico. E o poder p&#250;blico precisa olhar pela janela, ver que mudamos de s&#233;culo e que o que antes era bom, agora j&#225; n&#227;o basta. A biblioteca precisa ir para a rua... e deixar a rua vir para a biblioteca.</p>
<p class="MsoNormal">As bibliotecas das quais precisamos devem tratar a leitura como entretenimento, como uma m&#237;dia compat&#237;vel com o v&#237;deo e com o &#225;udio. Devem parecer mais um parque de divers&#245;es e menos uma igreja. Salas de estudos silenciosas individuais devem compartilhar espa&#231;o com &#225;reas de descontra&#231;&#227;o, para o estudo em grupo, leitura de livros da moda, revistas da semana ou peri&#243;dicos do dia. &#201; desnecess&#225;rio dizer que uma rede de acesso gratuita &#224; internet bem como computadores dispon&#237;veis s&#227;o imprescind&#237;veis. <span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><a title="Delft Pub&#173;lic Library (Holanda)" href="http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html"><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15381392-de7.jpg" border="&quot;0&quot;" alt="Delft Public Library " /></a>Isso vai al&#233;m de uma reforma de pr&#233;dios, consiste em uma mudan&#231;a de entendimento do papel da biblioteca. Se encararmos como fun&#231;&#227;o fundamental das bibliotecas p&#250;blicas a democratiza&#231;&#227;o do acesso ao conhecimento, n&#227;o tem sentido privar o leitor menos abastado da leitura dos livros mais vendidos no m&#234;s nas principais livrarias do pa&#237;s, nem fazer uma censura pr&#233;via daquilo que ele deve ou n&#227;o ler. A escolha &#233; do leitor, a liberdade &#233; individual, a biblioteca deve &#8220;apenas&#8221; tornar dispon&#237;veis os livros, desde os cl&#225;ssicos at&#233; os modismos da vez. Atender as diferentes necessidades e os diversos gostos, com livros infantis, gibis, revistas, <em>Best Sellers</em> da literatura nacional e internacional e os c&#226;nones tamb&#233;m. N&#227;o esquecendo equipamentos e estruturas para que deficientes visuais tenham a oportunidade de ler em braile ou ouvir &#225;udio <em>books</em> (o equipamento &#233; barato e toda a sociedadetem direito ao acesso!).</p>
<p class="MsoNormal"><a title="Biblioteca de S&#227;o Paulo" href="http://bibliotecadesaopaulo.wordpress.com/" target="_blank"><img style="float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15381360-3b7.jpg" alt="Biblioteca de S&#227;o Paulo" /></a>Bem... fica claro que a biblioteca que precisamos &#233; a que todos n&#243;s desejamos. Basta escutar as ruas. Basta entrar nas grandes livrarias. Ou pesquisar um pouco o que o mundo est&#225; fazendo. Exemplos n&#227;o faltam: <a title="Biblioteca de S&#227;o Paulo" href="http://bibliotecadesaopaulo.wordpress.com/">Biblioteca de S&#227;o Paulo</a>, <a title="Biblioteca de Santiago (Chile)" href="http://www.bibliotecasantiago.cl/">Biblioteca de Santiago (Chile)</a>, <a title="Cuyahoga County Public Library (Ohaio/ EUA)" href="http://www.cuyahogalibrary.org">Cuyahoga County Public Library (Ohaio/ EUA)</a>,<a title="Delft Pub&#172;lic Library " href="http://theshiftedlibrarian.com/archives/2008/03/19/visiting-the-most-modern-library-in-the-world.html"> Delft Pub&#173;lic Library (Holanda)</a> ou <a title="Turku City Library" href="http://www.turku.fi/Public/Default.aspx?culture=en-US&amp;contentlan=2&amp;nodeid=4873">Turku City Library (Finl&#226;ndia)</a>.</p>
<p class="MsoNormal">&#201; hora do poder p&#250;blico assumir as responsabilidades e efetuar as mudan&#231;as necess&#225;rias para que as bibliotecas continuem (ou voltem) a proporcionar o acesso ao conhecimento, de um modo cada vez mais efetivo, eficiente, multim&#237;dia e democr&#225;tico. &#201; hora de entrar no s&#233;culo 21.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Abra&#231;o,</p>
<p class="MsoNormal">Washington Lemos</p>
<p>Para saber mais:</p>
<p><a title="Biblioteca de S&#227;o Paulo oferece ambiente aconchegante aos visitantes" href="http://www.youtube.com/watch?v=9mpIUbDV3zE&amp;feature=channel_video_title">Reportagem sobre a Biblioteca de S&#227;o Paulo</a></p>
<p><a title="Biblioteca de Santiago (Chile)" href="http://www.youtube.com/user/wml1980?feature=mhee#p/f/0/noBtM_v-5NY">Imagens de video da Biblioteca de Santiago (Chile)</a></p>
<p><a title="Biblioteca Guita e Jos&#233; Mindlin ganha nova sede na USP" href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/espaco-aberto-literatura/v/biblioteca-guita-e-jose-mindlin-ganha-nova-sede-na-usp/1539807/#/Todos os v&#237;deos/page/1">Biblioteca em constru&#231;&#227;o na USP </a></p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/25/as-portas-da-percepcao-bibliotecas">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/25/as-portas-da-percepcao-bibliotecas#comments</comments>
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		</item>
				<item>
			<title>Impress&#245;es sobre FLIP e Cia.</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/14/impressoes-sobre-flip-e-cia</link>
			<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 15:06:23 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
			<category domain="main">Background</category>			<guid isPermaLink="false">94@http://washingtonlemos.com.br/conteudo/</guid>
						<description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5927950499/in/set-72157627049267069/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15308186-5e7.JPG&quot; alt=&quot;FLIP2011&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#192; primeira impress&amp;#227;o a FLIP parece um circo mambembe, um festival de rock, com suas tendas e a atra&amp;#231;&amp;#245;es espelhadas por uma cidade de pedra. Os eventos livres, que, por assim dizer, tiveram a FLIP como substrato, ou seja, foram induzidos a acontecer devido &amp;#224; programa&amp;#231;&amp;#227;o dita oficial, se espalham e transformam Paraty em palco, recital ou telas de quadro.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Saraus com autores consagrados nos palcos oficiais disputam audi&amp;#234;ncia e aten&amp;#231;&amp;#227;o com qualquer pedra mais saliente, baquinhos que sirvam de palanque para uma voz imponente seguida de bra&amp;#231;os quase sempre estendidos ao ar e em movimentos harm&amp;#244;nicos que anunciam haver ali mais um poeta disposto a bradar at&amp;#233; ficar sem voz ou p&amp;#250;blico, o que eu vier primeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O poder de catarse &amp;#233; tal que a FLIP acaba por obviamente estimular a manifesta&amp;#231;&amp;#227;o daqueles que se sentem exclu&amp;#237;dos por ela, daqueles que gostariam de estar nos palcos e n&amp;#227;o est&amp;#227;o, daqueles que deveriam estar no palco principal e n&amp;#227;o desejam, e daqueles que n&amp;#227;o tinham nada para falar, mas j&amp;#225; que todos est&amp;#227;o a falar, falam, gritam e discursam nem sempre algo aproveit&amp;#225;vel, mas quase sempre divertido.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5928510928/in/set-72157627049267069/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15308215-238.JPG&quot; alt=&quot;Maracatu&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;87&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Assim, al&amp;#233;m dos eventos oficiais da FLIP, FlipZona e Flipinha, h&amp;#225; o p&amp;#243;s-Flip, a pr&amp;#233;-FLIP, o off-FLIP, o off do off-FLIP e o under-FLIP. Somente em um ambiente assim, uma bloco de maracatu explode a tocar &amp;#224;s 23hoo e em sua andan&amp;#231;a pelas ruas todas id&amp;#234;nticas encontrar a prociss&amp;#227;o de Santa Rita e surrealmente os dois, bloco e prociss&amp;#227;o, se permeiam harmoniosamente passando um por dentro do outro, cada um perdendo militante para o outro, de modo que ambos saem diferentes do lado oposto. Eu por sinal deixei o Maracatu para fazer umas fotos da bela prociss&amp;#227;o com velas, ladainhas e altar.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;No meio da noite um microfone no meio da rua, cacha&amp;#231;a distribu&amp;#237;da livremente, um viol&amp;#227;o e um tel&amp;#227;o passando imagens de sabe-se l&amp;#225; o qu&amp;#234; d&amp;#227;o a deixa: vai rolar (mais) um sarau.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E o sarau come&amp;#231;a com ar de semi-anarquia. Os poetas convidados v&amp;#227;o se revezando no microfone, com improvisa&amp;#231;&amp;#245;es, interpreta&amp;#231;&amp;#227;o e poemas que parecem discursos, e discursos que parecem poemas. Tudo vai bem at&amp;#233; um momento no qual um n&amp;#227;o-convidado (pelo visto) decide falar, e &amp;#233; avisado de que o microfone &amp;#8220;estar&amp;#225; aberto&amp;#8221; apenas no final. Pronto. Foi motivo de rebeli&amp;#227;o. Entre gritos de &amp;#8220;fascista&amp;#8221; e &amp;#8220;ditadorinho de m*&amp;#8221; o poeta-organizador, de microfone em punho, defendeu-se alegando que apenas estava colocando ordem e que todos poderiam falar no devido momento, no final cada um poderia declamar um poema. Novo motivo de revolta. O p&amp;#250;blico ficou dividido entre &amp;#8220;&amp;#233; isso a&amp;#237;, coloca ordem nisso&amp;#8221; e &amp;#8220;quer aparecer vai pra FLIP, isso aqui &amp;#233; a rua, fala quem quer&amp;#8221;. Dez minutos de confus&amp;#227;o e a turma do &amp;#8220;deixa disso&amp;#8221; pareciam ter resolvido a tens&amp;#227;o. O Sarau recome&amp;#231;ou e... algu&amp;#233;m aparece com um (pasmem) megafone, entregando-o ao&lt;span&gt; &lt;/span&gt;b&amp;#234;bado-louco-oprimido que com incontin&amp;#234;ncia verborr&amp;#225;gica desandou a bradar. Pronto, foi nova confus&amp;#227;o. Confus&amp;#227;o que s&amp;#243; acabou quando um poeta que parecia ter o respeito dos dois grupos decidiu falar, e uniu, em um gesto po&amp;#233;tico e diplom&amp;#225;tico, microfone e megafone, um em cada m&amp;#227;o, para declamar! Uma solu&amp;#231;&amp;#227;o inusitada que s&amp;#243; um sarau na FLIP (ou off-flip) pode proporcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Era o fim da FLIP... ao menos para mim, pois Paraty, que estava em uma rave liter&amp;#225;ria, n&amp;#227;o parou, e era poss&amp;#237;vel comprar uma sunga ou um badulaque no artesanato em plena madrugada.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sobre os eventos oficiais da FLIP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Das mesas que presenciei algumas valeram por umas poucas frases, ao passo que de outras seria poss&amp;#237;vel transcrever disserta&amp;#231;&amp;#245;es e disserta&amp;#231;&amp;#245;es acad&amp;#234;micas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Do primeiro tipo vi, pelos tel&amp;#245;es (dica para quem for nos pr&amp;#243;ximos, compre ingressos antes ou tenha f&amp;#233; nas filas de &amp;#250;ltima hora), &lt;strong&gt;Fic&amp;#231;&amp;#227;o Entre Escombros&lt;/strong&gt; no qual &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/user/flipfestaliteraria#p/c/CDA0205549335494/9/R-fZ_qVMNU0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Edney Silvestre&lt;/a&gt;, que &amp;#233; um jornalista muito competente e um romancista que eu ainda desconhe&amp;#231;o, falar de seu livro ambientado nos anos Collor. Ele cravou uma assertiva lapidar sobre nossa hist&amp;#243;ria recente: &quot;Eu quero que n&amp;#227;o esque&amp;#231;amos. Acho que devemos lembrar. Sou contra o esquecimento&quot;, continuando sobre o Plano Collor: &quot;O poder constitu&amp;#237;do chega para voc&amp;#234; e diz que voc&amp;#234; n&amp;#227;o tem mais nada no banco. Um casal conhecido meu se aposenta, vende o apartamento em S&amp;#227;o Paulo para comprar um s&amp;#237;tio e fica sem nada, sem ter onde morar e v&amp;#227;o para casa de parentes. Isso parece t&amp;#227;o irreal, mas aconteceu.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;J&amp;#225; a mesa &lt;strong&gt;Pensamento Canibal&lt;/strong&gt; contou com uma aula &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=NxAGUFjbgdU&amp;amp;feature=feedu&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jo&amp;#227;o C&amp;#233;zar de Castro e Rocha&lt;/a&gt; na qual a antropofagia, Oswald de Andrade e a cultura nacional foram completamente resignificadas na minha cabe&amp;#231;a. Falando sobre a necessidade de valorizar o pensamento te&amp;#243;rico de Oswald de Andrade e seu reconhecimento como pensador pol&amp;#237;tico e filos&amp;#243;fico, autor da &quot;&amp;#250;nica filosofia original criada no Brasil&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Defendendo o car&amp;#225;ter universal do pensamento oswaldiano, Jo&amp;#227;o C&amp;#233;zar passou pelo cacoete intelectual brasileiro:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;#8220;Nos ocorre, ao discutir Flaubert, pensando nos temas pr&amp;#243;prios de transforma&amp;#231;&amp;#227;o da sociedade francesa no s&amp;#233;culo XIX abordados em &quot;Madame Bovary&quot;, questionar se ele &amp;#233; franc&amp;#234;s ou universal? Atribu&amp;#237;mos ao franc&amp;#234;s, ao alem&amp;#227;o, hoje ao ingl&amp;#234;s, uma universidalidade intr&amp;#237;nseca, como se ela fosse natural. E quando falamos de Machado de Assis ou Oswald de Andrade, &amp;#233; como se precis&amp;#225;ssemos despi-los de sua brasilidade para tom&amp;#225;-los como universais. Isso &amp;#233; um problema nosso. N&amp;#227;o superamos ainda nosso complexo de inferioridade colonial.&amp;#8221; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Partindo disso eu iria mais longe, e &amp;#8220;cutucaria a ferida&amp;#8221; de nossa proto-intelectualidade mais a fundo. No Brasil existem dois tipos cl&amp;#225;ssicos de pessoas que se auto-intutulam intelectuais.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;O primeiro exemplo &amp;#233; este ao qual se refere Jo&amp;#227;o C&amp;#233;zar que v&amp;#234; tudo que vem da &amp;#8220;metr&amp;#243;pole&amp;#8221; como intrinsecamente melhor, de valor cultural e pol&amp;#237;tico superior. &amp;#201; por isso que recebemos tantas tradu&amp;#231;&amp;#245;es de livrinhos de auto-ajuda americanos. Se for para lermos literatura de segunda categoria, de pensamento obtuso ou simplesmente idiotizante, n&amp;#243;s brasileiros j&amp;#225; temos o suficiente com Chalita, Paulo Coelho e Frei Beto, n&amp;#227;o precisamos importar.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Contudo, outro proto-intelectual tamb&amp;#233;m povoa as faculdades e p&amp;#225;ginas culturais dos jornais como o &lt;strong&gt;Segundo Caderno&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Ilustrada&lt;/strong&gt;. S&amp;#227;o aqueles que encaram tudo feito no Brasil como &lt;em&gt;tupiniquimente&lt;/em&gt; maravilhoso, e se voc&amp;#234; n&amp;#227;o concorda &amp;#233; porque teria sofrido aculturamento por parte do &amp;#8220;opressor&amp;#8221;, voc&amp;#234; seria um pobre coitado que sofrera &amp;#8220;lobotomia cultural&amp;#8221;. Este tipo de &amp;#8220;pensador&amp;#8221; defende que o filme &lt;strong&gt;Central do Brasil&lt;/strong&gt; &amp;#233; infinitamente superior a qualquer hollywoodiano, e que o artesanato da &amp;#237;ndia potiguar &amp;#233; mais belo que qualquer bibel&amp;#244; manufaturado na Alemanha.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ambos alienam-se e ajudam a emburrecer o Brasil. Tanto um como outro&amp;#160;n&amp;#227;o entendeu nada do que Oswald de Andrade queria e o que J&amp;#250;lio Cezar descreveu como &amp;#8220;repolitizar a antropofagia&amp;#8221;. Para ele a Antropofagia seria a imagina&amp;#231;&amp;#227;o daquilo que &amp;#233; distinto, diferente, vindo de rela&amp;#231;&amp;#245;es econ&amp;#244;micas, culturais e pol&amp;#237;ticas desiguais. Ou seja, seria uma &amp;#8220;arma de combate acionada por quem est&amp;#225; no p&amp;#243;lo menos favorecido&amp;#8221; convertendo o que seria imposi&amp;#231;&amp;#227;o em uma escolha consciente daquilo que ser&amp;#225; &amp;#8220;devorado&amp;#8221;, assimilado e topicalizado, sendo uma maneira de preservar a identidade nacional sem evitar a mudan&amp;#231;a. Se voc&amp;#234; n&amp;#245;a entendeu, ent&amp;#227;o v&amp;#225; ouvir Tom Z&amp;#233; que a &amp;#8220;ficha vai cair&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5928517100/in/set-72157627049267069&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15308233-4c9.JPG&quot; alt=&quot;David&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;87&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Bem... voltando &amp;#224; FLIP chego &amp;#224; mesa &lt;strong&gt;Tour dos Tr&amp;#243;picos&lt;/strong&gt; e a &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=HuId2ErCGRM&amp;amp;feature=feedu&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;David Byrne&lt;/a&gt;. O roqueiro brilhante do Talking Heads rendeu uma boa conversa sobre... urbanismo! Sim, David Byrne escreveu um livro no qual relata seus passeios de bicicleta por v&amp;#225;rias cidades do mundo. De elogios ao brasileiro Jaime Lerner e ao colombiano Enrico Pe&amp;#241;alosa&amp;#160;e cr&amp;#237;ticas a Le Corbusier (como urbanista, claro, n&amp;#227;o como arquiteto), David mostrou que entende muito do assunto e que est&amp;#225; empenhado em transformar as cidades em lugares mais adequados ao conv&amp;#237;vio humano do que ao tr&amp;#225;fego de autom&amp;#243;veis. Sendo assim, seja bem vindo David, junte-se ao time!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5927969415/in/set-72157627049267069&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;&quot; src=&quot;http://www.divshare.com/img/thumb/15308242-cc9.JPG&quot; alt=&quot;Z&amp;#233; Celso&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;87&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Como &amp;#250;ltimo evento oficial da FLIP fui assistir &amp;#224; pe&amp;#231;a de Z&amp;#233; Celso com o Teatro Oficina encenando &lt;strong&gt;Macumba antrop&amp;#243;faga&lt;/strong&gt;. Como sempre &amp;#233; esperado em pe&amp;#231;as de Z&amp;#233; Celso tinha muita gente nua, muita cena picante e, claro, muitas pol&amp;#234;micas. A longa pe&amp;#231;a de quase 3 horas falou de aborto, homossexualidade, Macuna&amp;#237;ma, Literatura e cultura brasileira, em uma salada muito bem feita! Valeu cada segundo correndo de um lado para outro no teatro! Coisas de Z&amp;#233; Celso.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A FLIP &amp;#233; um &amp;#243;timo divertimento para quem gosta de livros e id&amp;#233;ias, pois foram estas duas coisas com as quais mais tropecei em Paraty nestes dias (al&amp;#233;m das malditas pedras na rua, claro!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/wmlemos/sets/72157627049267069/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As fotos que fiz na FLIP2011 est&amp;#227;o aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Um forte abra&amp;#231;o!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Washington Lemos&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;p.s.: Eu n&amp;#227;o vi a paletra de valter hugo m&amp;#227;e (ele escreve o nome dele assim mesmo!) &amp;#160;mas vele dar uma olhada no &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/user/flipfestaliteraria#p/c/CDA0205549335494/5/euD46SXKaOc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;video&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/14/impressoes-sobre-flip-e-cia&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5927950499/in/set-72157627049267069/" target="_blank"><img style="float: left; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15308186-5e7.JPG" alt="FLIP2011" /></a>&#192; primeira impress&#227;o a FLIP parece um circo mambembe, um festival de rock, com suas tendas e a atra&#231;&#245;es espelhadas por uma cidade de pedra. Os eventos livres, que, por assim dizer, tiveram a FLIP como substrato, ou seja, foram induzidos a acontecer devido &#224; programa&#231;&#227;o dita oficial, se espalham e transformam Paraty em palco, recital ou telas de quadro.</p>
<p class="MsoNormal">Saraus com autores consagrados nos palcos oficiais disputam audi&#234;ncia e aten&#231;&#227;o com qualquer pedra mais saliente, baquinhos que sirvam de palanque para uma voz imponente seguida de bra&#231;os quase sempre estendidos ao ar e em movimentos harm&#244;nicos que anunciam haver ali mais um poeta disposto a bradar at&#233; ficar sem voz ou p&#250;blico, o que eu vier primeiro.</p>
<p class="MsoNormal">O poder de catarse &#233; tal que a FLIP acaba por obviamente estimular a manifesta&#231;&#227;o daqueles que se sentem exclu&#237;dos por ela, daqueles que gostariam de estar nos palcos e n&#227;o est&#227;o, daqueles que deveriam estar no palco principal e n&#227;o desejam, e daqueles que n&#227;o tinham nada para falar, mas j&#225; que todos est&#227;o a falar, falam, gritam e discursam nem sempre algo aproveit&#225;vel, mas quase sempre divertido.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5928510928/in/set-72157627049267069/" target="_blank"><img style="float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15308215-238.JPG" alt="Maracatu" width="130" height="87" /></a>Assim, al&#233;m dos eventos oficiais da FLIP, FlipZona e Flipinha, h&#225; o p&#243;s-Flip, a pr&#233;-FLIP, o off-FLIP, o off do off-FLIP e o under-FLIP. Somente em um ambiente assim, uma bloco de maracatu explode a tocar &#224;s 23hoo e em sua andan&#231;a pelas ruas todas id&#234;nticas encontrar a prociss&#227;o de Santa Rita e surrealmente os dois, bloco e prociss&#227;o, se permeiam harmoniosamente passando um por dentro do outro, cada um perdendo militante para o outro, de modo que ambos saem diferentes do lado oposto. Eu por sinal deixei o Maracatu para fazer umas fotos da bela prociss&#227;o com velas, ladainhas e altar.</p>
<p class="MsoNormal">No meio da noite um microfone no meio da rua, cacha&#231;a distribu&#237;da livremente, um viol&#227;o e um tel&#227;o passando imagens de sabe-se l&#225; o qu&#234; d&#227;o a deixa: vai rolar (mais) um sarau.</p>
<p class="MsoNormal">E o sarau come&#231;a com ar de semi-anarquia. Os poetas convidados v&#227;o se revezando no microfone, com improvisa&#231;&#245;es, interpreta&#231;&#227;o e poemas que parecem discursos, e discursos que parecem poemas. Tudo vai bem at&#233; um momento no qual um n&#227;o-convidado (pelo visto) decide falar, e &#233; avisado de que o microfone &#8220;estar&#225; aberto&#8221; apenas no final. Pronto. Foi motivo de rebeli&#227;o. Entre gritos de &#8220;fascista&#8221; e &#8220;ditadorinho de m*&#8221; o poeta-organizador, de microfone em punho, defendeu-se alegando que apenas estava colocando ordem e que todos poderiam falar no devido momento, no final cada um poderia declamar um poema. Novo motivo de revolta. O p&#250;blico ficou dividido entre &#8220;&#233; isso a&#237;, coloca ordem nisso&#8221; e &#8220;quer aparecer vai pra FLIP, isso aqui &#233; a rua, fala quem quer&#8221;. Dez minutos de confus&#227;o e a turma do &#8220;deixa disso&#8221; pareciam ter resolvido a tens&#227;o. O Sarau recome&#231;ou e... algu&#233;m aparece com um (pasmem) megafone, entregando-o ao<span> </span>b&#234;bado-louco-oprimido que com incontin&#234;ncia verborr&#225;gica desandou a bradar. Pronto, foi nova confus&#227;o. Confus&#227;o que s&#243; acabou quando um poeta que parecia ter o respeito dos dois grupos decidiu falar, e uniu, em um gesto po&#233;tico e diplom&#225;tico, microfone e megafone, um em cada m&#227;o, para declamar! Uma solu&#231;&#227;o inusitada que s&#243; um sarau na FLIP (ou off-flip) pode proporcionar.</p>
<p class="MsoNormal">Era o fim da FLIP... ao menos para mim, pois Paraty, que estava em uma rave liter&#225;ria, n&#227;o parou, e era poss&#237;vel comprar uma sunga ou um badulaque no artesanato em plena madrugada.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Sobre os eventos oficiais da FLIP</strong></p>
<p class="MsoNormal">Das mesas que presenciei algumas valeram por umas poucas frases, ao passo que de outras seria poss&#237;vel transcrever disserta&#231;&#245;es e disserta&#231;&#245;es acad&#234;micas.</p>
<p class="MsoNormal">Do primeiro tipo vi, pelos tel&#245;es (dica para quem for nos pr&#243;ximos, compre ingressos antes ou tenha f&#233; nas filas de &#250;ltima hora), <strong>Fic&#231;&#227;o Entre Escombros</strong> no qual <a href="http://www.youtube.com/user/flipfestaliteraria#p/c/CDA0205549335494/9/R-fZ_qVMNU0" target="_blank">Edney Silvestre</a>, que &#233; um jornalista muito competente e um romancista que eu ainda desconhe&#231;o, falar de seu livro ambientado nos anos Collor. Ele cravou uma assertiva lapidar sobre nossa hist&#243;ria recente: "Eu quero que n&#227;o esque&#231;amos. Acho que devemos lembrar. Sou contra o esquecimento", continuando sobre o Plano Collor: "O poder constitu&#237;do chega para voc&#234; e diz que voc&#234; n&#227;o tem mais nada no banco. Um casal conhecido meu se aposenta, vende o apartamento em S&#227;o Paulo para comprar um s&#237;tio e fica sem nada, sem ter onde morar e v&#227;o para casa de parentes. Isso parece t&#227;o irreal, mas aconteceu."</p>
<p class="MsoNormal">J&#225; a mesa <strong>Pensamento Canibal</strong> contou com uma aula <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NxAGUFjbgdU&amp;feature=feedu" target="_blank">Jo&#227;o C&#233;zar de Castro e Rocha</a> na qual a antropofagia, Oswald de Andrade e a cultura nacional foram completamente resignificadas na minha cabe&#231;a. Falando sobre a necessidade de valorizar o pensamento te&#243;rico de Oswald de Andrade e seu reconhecimento como pensador pol&#237;tico e filos&#243;fico, autor da "&#250;nica filosofia original criada no Brasil".</p>
<p class="MsoNormal">Defendendo o car&#225;ter universal do pensamento oswaldiano, Jo&#227;o C&#233;zar passou pelo cacoete intelectual brasileiro:</p>
<p class="MsoNormal"><em>&#8220;Nos ocorre, ao discutir Flaubert, pensando nos temas pr&#243;prios de transforma&#231;&#227;o da sociedade francesa no s&#233;culo XIX abordados em "Madame Bovary", questionar se ele &#233; franc&#234;s ou universal? Atribu&#237;mos ao franc&#234;s, ao alem&#227;o, hoje ao ingl&#234;s, uma universidalidade intr&#237;nseca, como se ela fosse natural. E quando falamos de Machado de Assis ou Oswald de Andrade, &#233; como se precis&#225;ssemos despi-los de sua brasilidade para tom&#225;-los como universais. Isso &#233; um problema nosso. N&#227;o superamos ainda nosso complexo de inferioridade colonial.&#8221; </em></p>
<p class="MsoNormal">Partindo disso eu iria mais longe, e &#8220;cutucaria a ferida&#8221; de nossa proto-intelectualidade mais a fundo. No Brasil existem dois tipos cl&#225;ssicos de pessoas que se auto-intutulam intelectuais.</p>
<p class="MsoNormal">O primeiro exemplo &#233; este ao qual se refere Jo&#227;o C&#233;zar que v&#234; tudo que vem da &#8220;metr&#243;pole&#8221; como intrinsecamente melhor, de valor cultural e pol&#237;tico superior. &#201; por isso que recebemos tantas tradu&#231;&#245;es de livrinhos de auto-ajuda americanos. Se for para lermos literatura de segunda categoria, de pensamento obtuso ou simplesmente idiotizante, n&#243;s brasileiros j&#225; temos o suficiente com Chalita, Paulo Coelho e Frei Beto, n&#227;o precisamos importar.</p>
<p class="MsoNormal">Contudo, outro proto-intelectual tamb&#233;m povoa as faculdades e p&#225;ginas culturais dos jornais como o <strong>Segundo Caderno</strong> e a <strong>Ilustrada</strong>. S&#227;o aqueles que encaram tudo feito no Brasil como <em>tupiniquimente</em> maravilhoso, e se voc&#234; n&#227;o concorda &#233; porque teria sofrido aculturamento por parte do &#8220;opressor&#8221;, voc&#234; seria um pobre coitado que sofrera &#8220;lobotomia cultural&#8221;. Este tipo de &#8220;pensador&#8221; defende que o filme <strong>Central do Brasil</strong> &#233; infinitamente superior a qualquer hollywoodiano, e que o artesanato da &#237;ndia potiguar &#233; mais belo que qualquer bibel&#244; manufaturado na Alemanha.</p>
<p class="MsoNormal">Ambos alienam-se e ajudam a emburrecer o Brasil. Tanto um como outro&#160;n&#227;o entendeu nada do que Oswald de Andrade queria e o que J&#250;lio Cezar descreveu como &#8220;repolitizar a antropofagia&#8221;. Para ele a Antropofagia seria a imagina&#231;&#227;o daquilo que &#233; distinto, diferente, vindo de rela&#231;&#245;es econ&#244;micas, culturais e pol&#237;ticas desiguais. Ou seja, seria uma &#8220;arma de combate acionada por quem est&#225; no p&#243;lo menos favorecido&#8221; convertendo o que seria imposi&#231;&#227;o em uma escolha consciente daquilo que ser&#225; &#8220;devorado&#8221;, assimilado e topicalizado, sendo uma maneira de preservar a identidade nacional sem evitar a mudan&#231;a. Se voc&#234; n&#245;a entendeu, ent&#227;o v&#225; ouvir Tom Z&#233; que a &#8220;ficha vai cair&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5928517100/in/set-72157627049267069" target="_blank"><img style="float: right; border: 10px solid black; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15308233-4c9.JPG" alt="David" width="130" height="87" /></a>Bem... voltando &#224; FLIP chego &#224; mesa <strong>Tour dos Tr&#243;picos</strong> e a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HuId2ErCGRM&amp;feature=feedu" target="_blank">David Byrne</a>. O roqueiro brilhante do Talking Heads rendeu uma boa conversa sobre... urbanismo! Sim, David Byrne escreveu um livro no qual relata seus passeios de bicicleta por v&#225;rias cidades do mundo. De elogios ao brasileiro Jaime Lerner e ao colombiano Enrico Pe&#241;alosa&#160;e cr&#237;ticas a Le Corbusier (como urbanista, claro, n&#227;o como arquiteto), David mostrou que entende muito do assunto e que est&#225; empenhado em transformar as cidades em lugares mais adequados ao conv&#237;vio humano do que ao tr&#225;fego de autom&#243;veis. Sendo assim, seja bem vindo David, junte-se ao time!</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.flickr.com/photos/wmlemos/5927969415/in/set-72157627049267069" target="_blank"><img style="border: 10px solid black; float: left; margin: 10px;" src="http://www.divshare.com/img/thumb/15308242-cc9.JPG" alt="Z&#233; Celso" width="130" height="87" /></a>Como &#250;ltimo evento oficial da FLIP fui assistir &#224; pe&#231;a de Z&#233; Celso com o Teatro Oficina encenando <strong>Macumba antrop&#243;faga</strong>. Como sempre &#233; esperado em pe&#231;as de Z&#233; Celso tinha muita gente nua, muita cena picante e, claro, muitas pol&#234;micas. A longa pe&#231;a de quase 3 horas falou de aborto, homossexualidade, Macuna&#237;ma, Literatura e cultura brasileira, em uma salada muito bem feita! Valeu cada segundo correndo de um lado para outro no teatro! Coisas de Z&#233; Celso.</p>
<p class="MsoNormal">A FLIP &#233; um &#243;timo divertimento para quem gosta de livros e id&#233;ias, pois foram estas duas coisas com as quais mais tropecei em Paraty nestes dias (al&#233;m das malditas pedras na rua, claro!).</p>
<p>&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.flickr.com/photos/wmlemos/sets/72157627049267069/" target="_blank">As fotos que fiz na FLIP2011 est&#227;o aqui.</a></p>
<p class="MsoNormal">Um forte abra&#231;o!</p>
<p class="MsoNormal">Washington Lemos</p>
<p class="MsoNormal">p.s.: Eu n&#227;o vi a paletra de valter hugo m&#227;e (ele escreve o nome dele assim mesmo!) &#160;mas vele dar uma olhada no <a href="http://www.youtube.com/user/flipfestaliteraria#p/c/CDA0205549335494/5/euD46SXKaOc" target="_blank">video</a>.</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/14/impressoes-sobre-flip-e-cia">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2011/07/14/impressoes-sobre-flip-e-cia#comments</comments>
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				<item>
			<title>Que Resende tenha um 2011 repleto de... accountability!</title>
			<link>http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2010/12/27/que-resende-tenha-um-2011-repleto-de-accountability</link>
			<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 02:09:41 +0000</pubDate>			<dc:creator>wlemos</dc:creator>
			<category domain="main">Background</category>			<guid isPermaLink="false">93@http://washingtonlemos.com.br/conteudo/</guid>
						<description>&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O DNA pol&amp;#237;tico de qualquer governo aparece nas frases e nos atos impensados. Uma conversa informal com um secret&amp;#225;rio do governo municipal revelou-me mais que a leitura de dezenas de entrevistas formais do prefeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Diga-se efusivamente que a secretaria liderada por meu circunstancial interlocutor &amp;#233; certamente uma das que mais trabalham e cujo trabalho mais &amp;#233; comentado e ganha espa&amp;#231;o nas conversas de esquina da cidade. Portanto, que ele est&amp;#225; trabalhando &amp;#233; indiscut&amp;#237;vel, mas a quest&amp;#227;o girava em torno de outra pergunta: Como est&amp;#225; trabalhando?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Aqui, n&amp;#227;o se trata de uma avalia&amp;#231;&amp;#227;o t&amp;#233;cnica de suas a&amp;#231;&amp;#245;es, mas Pol&amp;#237;tica e social. Ou seja, como um governo deve conduzir suas a&amp;#231;&amp;#245;es, como negociar com a sociedade e obter consensos a respeito de temas centrais?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Durante nossa conversa eu sugeri que independente dos resultados at&amp;#233; ent&amp;#227;o obtidos, deveria haver um planejamento claro do que foi, est&amp;#225; e ser&amp;#225; feito, e que isso seja debatido e acess&amp;#237;vel &amp;#224; popula&amp;#231;&amp;#227;o. Ao ouvir esta afirmativa meu gentil secret&amp;#225;rio mudou de humor e disse que n&amp;#227;o havia tempo nem para &amp;#8220;bater &amp;#224; porta de cada resendense para pedir permiss&amp;#227;o&amp;#8221; nem para colocar o que est&amp;#225; sendo feito na internet, havia muito trabalho por fazer e n&amp;#227;o poderia &amp;#8220;perder tempo&amp;#8221; com isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Ora, nossa conversa encerrou-se ali em um clima de desilus&amp;#227;o, apesar do apre&amp;#231;o intelectual que guardo pelo normalmente gentil e sol&amp;#237;cito secret&amp;#225;rio em quest&amp;#227;o. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;O que se evidenciou n&amp;#227;o foi certamente uma opini&amp;#227;o particular do secret&amp;#225;rio (pois neste caso apenas sua secretaria n&amp;#227;o disponibilizaria acesso ao cidad&amp;#227;o do que anda fazendo, o que infelizmente n&amp;#227;o &amp;#233; ver&amp;#237;dico) e sim uma falha no DNA do governo, ou seja, a aus&amp;#234;ncia da convic&amp;#231;&amp;#227;o de que h&amp;#225; (ou deve haver) em todo o governo eleito o compromisso da presta&amp;#231;&amp;#227;o de contas INSTANT&amp;#194;NEAS (e n&amp;#227;o apenas de 4 em 4 anos) do que &amp;#233; feito com o dinheiro, com o tempo e principalmente com o espa&amp;#231;o e as institui&amp;#231;&amp;#245;es de quem realmente importa: a cidade do cidad&amp;#227;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&amp;#201; curioso que em pleno s&amp;#233;culo XXI o planejamento que a prefeitura alega existir n&amp;#227;o possa ser consultado pela internet na p&amp;#225;gina da prefeitura. &amp;#201; muito estranho que as a&amp;#231;&amp;#245;es executadas pelas secretarias, com seus custos e prazos, n&amp;#227;o estejam a dois cliques do contribuinte. As presta&amp;#231;&amp;#245;es de conta anuais s&amp;#227;o confusas, pouco claras e escondem-se em termos t&amp;#233;cnicos e subterf&amp;#250;gios cont&amp;#225;beis. Al&amp;#233;m disso, as presta&amp;#231;&amp;#245;es de conta carregam o pecado original de serem exclusivamente quantitativas, de n&amp;#227;o indicarem nem as raz&amp;#245;es dos custos, nem como todos eles se harmonizam de modo a formar um plano estruturado com um objetivo definido e claro, ou seja, um plano, um planejamento de governo. Todo resendense, sem conhecimento cont&amp;#225;bil ou de gest&amp;#227;o p&amp;#250;blica, tem o direito de saber quanto &amp;#233; gasto em sa&amp;#250;de, quanto de dinheiro e quantas pessoas trabalham em cada escola, quais ruas foram asfaltadas no &amp;#250;ltimo m&amp;#234;s, quantas e quais viagens o prefeito fez e qual foi a raz&amp;#227;o, os planos para o futuro etc. O nome disso &amp;#233; transpar&amp;#234;ncia e compromisso com a sociedade, um nome longo que a tradi&amp;#231;&amp;#227;o anglo-sax&amp;#227; resumiu em uma s&amp;#243; palavra: &lt;em style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;accountability.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;N&amp;#227;o falo aqui, insisto, de presta&amp;#231;&amp;#227;o de contas, mas de algo que vai al&amp;#233;m, que envolve di&amp;#225;logo, avalia&amp;#231;&amp;#227;o de resultados alcan&amp;#231;ados e a serem buscados, descrevendo fielmente o passado e projetando o futuro. Sem saber o que est&amp;#225; sendo feito e o que ser&amp;#225; feito a seguir, como est&amp;#225; sendo feito, por quem e quanto isso custa, &amp;#233; imposs&amp;#237;vel pensar que exista algo chamado cidadania. A cidadania plena &amp;#233; alcan&amp;#231;ada apenas com a atua&amp;#231;&amp;#227;o conjunta governo-sociedade, de modo transparente e maduro na qual o &amp;#8220;contribuinte&amp;#8221;, o &amp;#8220;eleitor&amp;#8221; e a &amp;#8220;opini&amp;#227;o p&amp;#250;blica&amp;#8221; fundem-se em s&amp;#243; ente que denominamos CIDAD&amp;#195;O.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Muitos dir&amp;#227;o que isso &amp;#233; &amp;#8220;querer demais&amp;#8221; e que seria muito dif&amp;#237;cil governar assim, pois bem, talvez seja muito dif&amp;#237;cil governar de modo democr&amp;#225;tico e republicano, mas &amp;#233; isso que a Sociedade quer e exige, e assim que deve ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Sendo assim, &amp;#233; isso que desejo para o governo Rechuan em 2011 e nos anos seguintes! Ao governo que deu passos significativos ruma a uma Resende melhor, agora cabe a obriga&amp;#231;&amp;#227;o de dar um salto na dire&amp;#231;&amp;#227;o de uma cidade para TODOS. Boa sorte a ele e a todos n&amp;#243;s. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Abra&amp;#231;os e feliz 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: small;&quot;&gt;Washington Lemos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2010/12/27/que-resende-tenha-um-2011-repleto-de-accountability&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">O DNA pol&#237;tico de qualquer governo aparece nas frases e nos atos impensados. Uma conversa informal com um secret&#225;rio do governo municipal revelou-me mais que a leitura de dezenas de entrevistas formais do prefeito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Diga-se efusivamente que a secretaria liderada por meu circunstancial interlocutor &#233; certamente uma das que mais trabalham e cujo trabalho mais &#233; comentado e ganha espa&#231;o nas conversas de esquina da cidade. Portanto, que ele est&#225; trabalhando &#233; indiscut&#237;vel, mas a quest&#227;o girava em torno de outra pergunta: Como est&#225; trabalhando?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Aqui, n&#227;o se trata de uma avalia&#231;&#227;o t&#233;cnica de suas a&#231;&#245;es, mas Pol&#237;tica e social. Ou seja, como um governo deve conduzir suas a&#231;&#245;es, como negociar com a sociedade e obter consensos a respeito de temas centrais?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Durante nossa conversa eu sugeri que independente dos resultados at&#233; ent&#227;o obtidos, deveria haver um planejamento claro do que foi, est&#225; e ser&#225; feito, e que isso seja debatido e acess&#237;vel &#224; popula&#231;&#227;o. Ao ouvir esta afirmativa meu gentil secret&#225;rio mudou de humor e disse que n&#227;o havia tempo nem para &#8220;bater &#224; porta de cada resendense para pedir permiss&#227;o&#8221; nem para colocar o que est&#225; sendo feito na internet, havia muito trabalho por fazer e n&#227;o poderia &#8220;perder tempo&#8221; com isso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Ora, nossa conversa encerrou-se ali em um clima de desilus&#227;o, apesar do apre&#231;o intelectual que guardo pelo normalmente gentil e sol&#237;cito secret&#225;rio em quest&#227;o. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">O que se evidenciou n&#227;o foi certamente uma opini&#227;o particular do secret&#225;rio (pois neste caso apenas sua secretaria n&#227;o disponibilizaria acesso ao cidad&#227;o do que anda fazendo, o que infelizmente n&#227;o &#233; ver&#237;dico) e sim uma falha no DNA do governo, ou seja, a aus&#234;ncia da convic&#231;&#227;o de que h&#225; (ou deve haver) em todo o governo eleito o compromisso da presta&#231;&#227;o de contas INSTANT&#194;NEAS (e n&#227;o apenas de 4 em 4 anos) do que &#233; feito com o dinheiro, com o tempo e principalmente com o espa&#231;o e as institui&#231;&#245;es de quem realmente importa: a cidade do cidad&#227;o.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">&#201; curioso que em pleno s&#233;culo XXI o planejamento que a prefeitura alega existir n&#227;o possa ser consultado pela internet na p&#225;gina da prefeitura. &#201; muito estranho que as a&#231;&#245;es executadas pelas secretarias, com seus custos e prazos, n&#227;o estejam a dois cliques do contribuinte. As presta&#231;&#245;es de conta anuais s&#227;o confusas, pouco claras e escondem-se em termos t&#233;cnicos e subterf&#250;gios cont&#225;beis. Al&#233;m disso, as presta&#231;&#245;es de conta carregam o pecado original de serem exclusivamente quantitativas, de n&#227;o indicarem nem as raz&#245;es dos custos, nem como todos eles se harmonizam de modo a formar um plano estruturado com um objetivo definido e claro, ou seja, um plano, um planejamento de governo. Todo resendense, sem conhecimento cont&#225;bil ou de gest&#227;o p&#250;blica, tem o direito de saber quanto &#233; gasto em sa&#250;de, quanto de dinheiro e quantas pessoas trabalham em cada escola, quais ruas foram asfaltadas no &#250;ltimo m&#234;s, quantas e quais viagens o prefeito fez e qual foi a raz&#227;o, os planos para o futuro etc. O nome disso &#233; transpar&#234;ncia e compromisso com a sociedade, um nome longo que a tradi&#231;&#227;o anglo-sax&#227; resumiu em uma s&#243; palavra: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">accountability.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">N&#227;o falo aqui, insisto, de presta&#231;&#227;o de contas, mas de algo que vai al&#233;m, que envolve di&#225;logo, avalia&#231;&#227;o de resultados alcan&#231;ados e a serem buscados, descrevendo fielmente o passado e projetando o futuro. Sem saber o que est&#225; sendo feito e o que ser&#225; feito a seguir, como est&#225; sendo feito, por quem e quanto isso custa, &#233; imposs&#237;vel pensar que exista algo chamado cidadania. A cidadania plena &#233; alcan&#231;ada apenas com a atua&#231;&#227;o conjunta governo-sociedade, de modo transparente e maduro na qual o &#8220;contribuinte&#8221;, o &#8220;eleitor&#8221; e a &#8220;opini&#227;o p&#250;blica&#8221; fundem-se em s&#243; ente que denominamos CIDAD&#195;O.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Muitos dir&#227;o que isso &#233; &#8220;querer demais&#8221; e que seria muito dif&#237;cil governar assim, pois bem, talvez seja muito dif&#237;cil governar de modo democr&#225;tico e republicano, mas &#233; isso que a Sociedade quer e exige, e assim que deve ser.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Sendo assim, &#233; isso que desejo para o governo Rechuan em 2011 e nos anos seguintes! Ao governo que deu passos significativos ruma a uma Resende melhor, agora cabe a obriga&#231;&#227;o de dar um salto na dire&#231;&#227;o de uma cidade para TODOS. Boa sorte a ele e a todos n&#243;s. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Abra&#231;os e feliz 2011</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0in 0in 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Washington Lemos</span></p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://washingtonlemos.com.br/conteudo/oqueeisso.php/2010/12/27/que-resende-tenha-um-2011-repleto-de-accountability">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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